Vídeo: acompanhamos o ato pró-Lula em Copacabana
Fundador do Correio Sabiá, Maurício Ferro esteve na manifestação com câmeras para registrar o evento
Contexto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, largou atrás. Ficou em 2º lugar no 1º turno. Em 1º, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A eleição ocorreu no dia 4 de outubro, um domingo. Na segunda (5), houve reuniões e uma profunda revisão do que tinha sido feito até então.
Lula declarou que a sua campanha eleitoral de 1º turno foi a mais desorganizada de todas. Mudou a trajetória, reuniu jovens lideranças e passou a priorizar as redes sociais. Começou até a falar em 1ª pessoa para a câmera, em formato selfie. Entendeu que a comunicação vai ser essencial para tentar a virada.

Uso gratuito. Basta dar os créditos da seguinte forma: Maurício Ferro/Correio Sabiá
Não se sabe se as medidas adotadas serão suficientes para tirar a diferença, mas o engajamento nas redes sociais já aumentou – mesmo que as plataformas da Meta tenham jogado contra, como o leitor verá a seguir.
Publicações de Lula em plataformas da Meta têm alcance limitado
Lula passou a priorizar as redes, como sugeriu a jovem deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). Mas as redes sociais não priorizaram Lula. Ao menos, as redes sociais da Meta (controladora de Instagram, WhatsApp e Facebook). Até a própria empresa reconheceu.
A Meta, no entanto, atribuiu o menor alcance das publicações do petista a "problemas técnicos". Também chamou de "falsas" as alegações de que estaria atuando com motivação política para prejudicar o presidente.
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.

Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz uma nota do PT.
O comunicado do partido acrescentou que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das bets, da escala 6x1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais.”
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado de Trump contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais, como é o caso do governo brasileiro.

Kassio Nunes derruba canal Exército de Lula, mas TSE analisa e não vê desinformação
Não foi o único problema digital que a campanha de Lula encarou nesta semana.
A área técnica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disse que não detectou fake news apontadas pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no canal Exército de Lula, do WhatsApp.
O canal foi derrubado por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF (Supremo Tribunal Federal) e atual presidente da Corte Eleitoral.
Para ficar de olho na semana
A Quaest divulgará nesta quarta-feira (14) sua 1ª pesquisa de intenção de voto para o 2º turno. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo O Globo. O estudo entrevistará 2.154 eleitores entre 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O Datafolha divulgará nova pesquisa contratada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (15). Na anterior, Flávio Bolsonaro tinha 49% contra 45% de Lula. Esse novo levantamento entrevistará 2.520 pessoas entre 13 e 15 de outubro.
Além disso, o Senado deve votar o fim da escala 6x1. A apreciação do texto em plenário está marcada para esta quarta-feira (14.out).
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Autor
Jornalista e empreendedor. Criador/CEO do Correio Sabiá. Emerging Media Leader (2020) pelo ICFJ. Cobriu a Presidência da República.

