Por que o número de candidaturas registradas é o menor desde 2010?

Saiba as principais causas e o perfil dos candidatos e das candidatas nesta eleição

Por que o número de candidaturas registradas é o menor desde 2010?
Primeiro ato de campanha do presidente Lula, no estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo (SP) / Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil
Índice

Começa a campanha eleitoral

A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16.ago.2026).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou para aproximadamente 10 mil apoiadores no Estádio Vila Euclides, na região metropolitana de São Paulo, onde ganhou destaque político há 47 anos como líder sindical dos metalúrgicos durante a ditadura militar (1964-1985).

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez um comício para milhares de eleitores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (não tínhamos a estimativa de pessoas presentes até o momento de publicação deste conteúdo). 

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Menor número de candidaturas desde 2010

O prazo para registrar candidaturas se encerrou às 19h30 (horário de Brasília) do último sábado (15.ago). No total, houve 20.438 registros. É o menor número desde 2010.

Para efeito de comparação, a eleição geral anterior, em 2022, teve o recorde histórico de aproximadamente 29,3 mil candidatos e candidatas.

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Perfil das candidaturas em 2026: do total de registros, 65,2% são homens e 34,8% são mulheres. Os negros são maioria: correspondem a 49,9%, numa soma de 36,3% de pardos e 13,6% de pretos, enquanto os brancos são 48,6%.

Principais causas

É a 1ª vez que o número de candidaturas apresenta queda em relação ao pleito anterior. Eis alguns fatores (financeiros, legais e políticos) que explicam isso:

  1. Cláusula de desempenho mais rígida
  • A cláusula de barreira ficou ainda mais exigente para as legendas manterem o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na TV e no rádio.
  • Para sobreviver, partidos menores foram forçados a realizar fusões, incorporações ou integrar federações.
  • Menos partidos independentes significam, consequentemente, menos chapas concorrendo isoladamente.
  1. Crescimento e consolidação das federações partidárias
  • As federações partidárias ativas passaram a ser um fator mais relevante neste pleito. Na eleição anterior, havia 3 federações. Agora, há 5.
  • Os partidos que se unem em uma federação passam a agir como uma única sigla e devem compartilhar uma lista única e o mesmo limite de vagas para cargos proporcionais (como deputados federais e estaduais). Logo, legendas que antes lançavam listas cheias de candidatos agora disputam o espaço interno da federação, eliminando a sobreposição de nomes.
  1. Foco em candidaturas mais competitivas
  • Com o fim das coligações proporcionais e o endurecimento das regras de distribuição de vagas de "sobras" pela Justiça Eleitoral, os partidos mudaram de estratégia. Em vez de preencher as chapas com dezenas de candidatos com pouco potencial de votos, os partidos passaram a focar os recursos do Fundo Eleitoral em nomes competitivos e consolidados para garantir cadeiras.
  1. Mudança nas regras de limite de candidatos
  • Alterações legislativas chanceladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) impactaram o limite máximo de candidatos que cada partido ou federação pode registrar nas eleições proporcionais.
  1. Ambiente político hostil
  • O debate público agressivo e o receio da exposição da vida pessoal têm provocado um afastamento de potenciais candidatos, afetando diretamente a renovação política e o preenchimento de vagas reservadas a minorias sem estrutura prévia. Dirigentes partidários relataram dificuldade para convencer novas lideranças a disputarem cargos públicos por conta do ambiente de forte polarização e extremismo.
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Este trecho foi organizado com apoio de IA, sob revisão humana. Leia nossas políticas abertas aqui.

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Autor

Maurício de Azevedo Ferro
Maurício de Azevedo Ferro

Jornalista e empreendedor. Criador/CEO do Correio Sabiá. Emerging Media Leader (2020) pelo ICFJ. Cobriu a Presidência da República.

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