Oposição tcheca supera partido governista no primeiro turno das eleições para o Senado
Senado desempenha papel relevante na aprovação de emendas constitucionais e de juízes do Tribunal Constitucional
Um grupo político liderado pelo primeiro-ministro Andrej Babiš enfrentou um forte desafio da oposição no 1º turno de votação na República Tcheca para preencher 1/3 das cadeiras da Câmara Alta do Parlamento, o Senado, segundo os resultados finais divulgados no domingo (11.out.2026).
Com todos os votos contabilizados pelo Escritório de Estatísticas, o movimento centrista ANO ("SIM"), liderado pelo bilionário populista, é o que tem o maior número de candidatos avançando para o 2º turno da próxima semana: 13.
No entanto, os partidos e grupos da oposição parlamentar pró-Ocidente, que uniram forças em muitos distritos por meio de amplas coalizões, somam 26 candidatos que avançaram para a próxima etapa.
Além disso, dos 5 candidatos que atingiram a marca de 50% dos votos necessária para garantir a eleição imediata, nenhum pertencia ao ANO, enquanto 4 representavam partidos de oposição.
O ANO espera conquistar mais espaço no Senado, que conta com 81 cadeiras e é controlado pela oposição. Estão em disputa 27 cadeiras, sendo que 22 serão decididas em segundos turnos entre os 2 candidatos mais votados em cada disputa.
A Câmara Baixa do Parlamento domina o processo legislativo, mas o Senado desempenha um papel importante na aprovação de emendas constitucionais e de juízes do Tribunal Constitucional.
Em eleições municipais realizadas paralelamente, vários candidatos independentes e grupos diversos pareciam estar conquistando a maioria das cadeiras em todo o país — um resultado tradicional. O ANO venceu em 6 capitais regionais, duas a menos do que na votação anterior de 2022, e não obteve vitória em Praga.
Estas eleições representam o 1º teste para Babiš desde seu retorno ao poder, após uma vitória decisiva nas eleições parlamentares de outubro de 2025.
Babiš formou uma coalizão de governo com 2 pequenos grupos políticos cuja agenda inclui a redução do apoio à Ucrânia e a rejeição de algumas políticas fundamentais da União Europeia.
Seus parceiros de coalizão não têm candidatos nos segundos turnos para o Senado.
Autor
Agência de notícias global e independente, baseada nos EUA. Fundada em maio de 1846.
Inscreva-se nas newsletters do Correio Sabiá.
Mantenha-se atualizado com nossa coleção selecionada das principais matérias.