Gaza tem mais de 74 mil mortos pelas forças de Israel
Um acordo de cessar-fogo está vigente há quase 1 ano, mas não impede os ataques israelenses
A notícia principal
O número de mortos palestinos na guerra entre Israel e Hamas, que já dura quase 3 anos, ultrapassou 74.000, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirma que Teerã não foi formalmente notificado sobre a rejeição, por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, da proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz.
Além disso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que quase 700 pessoas foram mortas no Iêmen desde a escalada dos combates no mês passado.
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Principal diplomata do Irã diz que país aguarda retorno de mediadores
Araghchi disse que Teerã aguarda uma resposta dos EUA por meio de mediadores, após Trump rejeitar a proposta do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações.
Falando de Nova York, Araghchi disse à NBC que o Irã está "totalmente preparado para a retomada da guerra". Ele acrescentou, no entanto:
"Ao mesmo tempo, estamos prontos para a diplomacia. Cabe ao presidente Trump escolher."
Trump disse ao site Axios que espera que os negociadores dos EUA participem de mais conversas nesta semana.
Araghchi, que havia detalhado a proposta à margem da Assembleia Geral da ONU, disse anteriormente à mídia estatal iraniana que as condições de Teerã para a reabertura do estreito permaneciam inalteradas e que não haveria "nenhum recuo em relação a elas".
Mais de 1.100 pessoas mortas desde o cessar-fogo

O Ministério da Saúde de Gaza informou no sábado (26.set.2026) que o número de mortos palestinos subiu para 74.016, com 175.068 feridos.
Um cessar-fogo entrou em vigor em 10 de outubro de 2025 – há quase 1 ano. O acordo até interrompeu os combates mais intensos, mas ataques israelenses continuam matando palestinos diariamente. As forças de Israel dizem que seus ataques diários são respostas a "ameaças".
Desde o cessar-fogo, 1.145 palestinos foram mortos, segundo o ministério. Neste mesmo período, 7 soldados israelenses morreram.
As próximas etapas do cessar-fogo, que foi mediado pelos EUA, permanecem paralisadas. As forças israelenses controlam agora mais da metade do território, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirma que elas não se retirarão enquanto o Hamas não se desarmar.

Ataques israelenses em Gaza matam pelo menos 2 pessoas
Ataques israelenses nas regiões central e sul de Gaza mataram 2 palestinos e feriram vários outros, segundo autoridades hospitalares.
Na Cidade de Gaza, um ataque atingiu um carro, matando uma pessoa e ferindo várias outras, informou o Hospital Shifa. Imagens de vídeo mostraram uma cena caótica ao redor do veículo carbonizado.
Os militares de Israel afirmaram ter visado um agente militar.
Um ataque israelense separado na área de Muwasi, em Khan Younis, matou uma pessoa e feriu outras 3, segundo o Hospital Nasser.
Os militares de Israel disseram ter visado um militante do Hamas.
Rebeldes houthis acusam forças iemenitas de ataque letal
Rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, acusaram as forças do governo iemenita — apoiadas pela Arábia Saudita — de atacar um mercado na província de Taiz, no Iêmen, matando pelo menos sete pessoas.
Anees al-Asbahi, porta-voz do ministério da saúde controlado pelos houthis, disse que o ataque atingiu lojas em um mercado no distrito de Taiziyah. Ele afirmou que pelo menos outras 40 pessoas, incluindo cinco crianças, ficaram feridas.
As forças militares do governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, rejeitaram as alegações dos Houthis, afirmando ter atacado "depósitos e posições" do grupo nas regiões norte, sul e oeste de Taiz, deixando "dezenas de mortos e feridos" entre os rebeldes.
Têm ocorrido combates intensos na costa do Mar Vermelho, no Iêmen, à medida que as forças governamentais tentam reverter os avanços recentes dos Houthis. A OMS informa que quase 700 pessoas morreram desde a escalada do conflito no mês passado.
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Agência de notícias global e independente, baseada nos EUA. Fundada em maio de 1846.
