Suíços rejeitam regras mais rígidas de neutralidade em referendo apoiado por partido populista de direita
A neutralidade suíça é um princípio de política externa segundo o qual o país não pode entrar em guerras nem alianças militares
*Por Jamey Keaten
O fato principal
Os eleitores na Suíça rejeitaram de forma expressiva uma proposta, defendida por um partido populista de direita, para reforçar a neutralidade do país.
O que é a neutralidade suíça?
A neutralidade suíça é um princípio fundamental da política externa da Suíça que proíbe o país de participar de conflitos armados ou de integrar alianças militares com outros Estados. (Este trecho foi criado com apoio de inteligência artificial para acelerar uma explicação essencial à compreensão deste conteúdo.)
Os defensores do plano, liderados pelo Partido do Povo Suíço, argumentaram que o governo havia se aproximado excessivamente da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar na qual os Estados Unidos participam, especialmente por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Os resultados finais divulgados pelo governo suíço mostraram que 70% dos eleitores — e a maioria em todas as 26 regiões do país — rejeitaram o plano.
A medida teria impedido a Suíça de aderir a sanções punitivas contra outros países, a menos que fossem impostas pelas Nações Unidas. A Rússia, um dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, detém poder de veto sobre tais medidas.
A votação fez parte da mais recente rodada de referendos suíços sobre questões locais e nacionais, realizada neste domingo (27.set.2026).
Sob o sistema de democracia direta da Suíça, os eleitores costumam votar 4 vezes por ano para ajudar a definir as políticas governamentais.
A proposta surgiu após a decisão da Suíça de aderir às sanções da UE contra a Rússia.
A neutralidade suíça está consagrada na Constituição desde meados do século XIX, mas o seu significado tem sido objeto de debate há anos.
O país não é membro de nenhuma aliança militar. A proposta teria impedido o governo de cooperar com uma aliança — como tem feito com a Otan há 3 décadas — exceto em situações de ameaça.
Argumentos pró e contra
Os defensores da medida alegam que o governo se aproximou "perigosamente" da UE e da Otan, de uma forma que ameaça a segurança e a autonomia de ação da Suíça. Os opositores argumentaram que o governo federal já dispõe da margem de manobra necessária para proteger os interesses nacionais.
Preocupações com a segurança influenciaram eleitores de ambos os lados.
Ruth Bolomey, uma aposentada de 65 anos natural do Havaí, disse ter votado a favor da iniciativa:
"Acredito que precisamos da neutralidade e devemos mantê-la por razões de segurança — em prol da população."
Jihad Azkoul, de 78 anos e natural de Nova York, disse ter votado "não", tendo em mente a seguinte questão: "O que aconteceria se a Rússia nos atacasse? Será que receberíamos proteção dos nossos vizinhos?"
"Provavelmente sim, mas é bom ter certeza", acrescentou.
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Agência de notícias global e independente, baseada nos EUA. Fundada em maio de 1846.
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