Resumo de notícias #757 do Sabiá (11.abr)

Resumo de notícias #757 do Sabiá (11.abr)

Resumo de notícias #757 do Sabiá (11.abr) – Comece o dia voando

Boris Johnson faz visita ’surpresa’ a Zelenskiy; 3 senadores retiram assinaturas para instalar CPI no MEC
Encontro entre Boris e Zelenskiy / Fonte: Reprodução / Twitter Boris Johnson
Encontro entre Boris e Zelenskiy / Fonte: Reprodução / Twitter Boris Johnson

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Boris Johnson faz visita ’surpresa’ a Zelenskiy; Ucrânia diz que região de Kiev registrou 1.222 mortes; ao menos 50 pessoas morrem em ataque russo a estação de trem lotada; tropas da Rússia intensificam ataques no leste ucraniano;
  • Macron e Le Pen vão reeditar disputa presidencial no 2º turno da eleição na França, que teve menor comparecimento nos últimos 20 anos;
  • Governo monta força-tarefa, e 3 senadores retiram assinaturas do requerimento para instalar CPI no MEC, que fica com aval de 24 congressistas; são necessários 27

Este resumo foi enviado por volta das 7h para mais de 3,5 mil leitores do Correio Sabiá no WhatsApp. Clique aqui para receber.

Clique aqui para acessar a notícia da Agenda da Semana, onde você encontrará os principais eventos políticos e econômicos esperados para os próximos dias.

Clique aqui para se INSCREVER no Sabiá no Ar, o podcast diário do Correio Sabiá no Spotify.

Financie o nosso jornalismo independente. Precisamos de você para continuar produzindo um material de qualidade.

Para ficar de olho hoje:

  • Focus. Divulgação provavelmente suspensa do Boletim Focus, mais uma vez, por causa da greve dos servidores do Banco Central, que também deve prejudicar a divulgação do IBC-Br, conhecido como “prévia do PIB” (Produto Interno Bruto). 
  • Greve. Provável reunião de servidores do Banco Central com o presidente do órgão, Roberto Campos Neto.
  • Estados Unidos. Discursos de 2 nomes do Fed (Federal Reserve): Raphael Bostic e Charles Evans. 
  • Guerra. Reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o chanceler da Áustria, Karl Nehammer. A Áustria, é bom lembrar, é um país militarmente neutro na guerra (e não faz parte da Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar liderada pelos Estados Unidos), embora seja a favor de um cessar-fogo.
  • Guerra. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, realizam uma videoconferência.

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Guerra. As tropas russas mudaram de posicionamento desde que anunciaram a redução “radical” dos ataques em Kiev e Chernihiv. Em Kiev, a retirada foi quase imediata. Em Chernihiv demorou mais, e os bombardeios ainda permaneceram por alguns dias.

Mas o fato é que, agora, as tropas russas foram se concentrar mais ao leste da Ucrânia, onde há regiões separatistas pró-Moscou. Luhansk e Donetsk, por exemplo, foram reconhecidas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, como independentes.

Mais. Kiev tenta retomar a vida paralisada, e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson fez uma visita surpresa ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, no sábado (9), justamente na capital. Aliás, falando em Kiev, a Ucrânia informou no domingo (10) que 1.222 pessoas morreram só na região da capital. A informação é da procuradora-geral da Ucrânia, que não especificou se os corpos eram de civis ou militares ucranianos.

Continuando. Já em Luhansk, o governador pediu que seus moradores deixem o leste ucraniano por causa das ameaças de bombardeios russos. E falando em bombardeios, ao menos 50 pessoas, sendo 5 crianças, morreram num ataque russo com mísseis a uma estação de trem lotada em Kramatorsk, na região de Donetsk. 

E o aeroporto de Dnipro, também no leste ucraniano, foi completamente destruído no domingo. Não houve informações sobre o número de vítimas até o fechamento da gravação deste episódio. 
Isolada internacionalmente por causa da guerra, a Rússia pediu no sábado (9) a integração dos sistemas de pagamentos do Brics, grupo cuja sigla descreve seus integrantes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Eleições na França. Os resultados preliminares da eleição francesa começaram a ser divulgados às 15h (horário de Brasília), que eram 20h do horário local de Paris. Os números mostravam que o atual presidente centrista Emmanuel Macron (Em Marcha!) tinha 28,1% dos votos, enquanto Marine Le Pen (Reagrupamento Nacional), de extrema-direita, tinha 23,3%. 

Os 2 devem disputar o 2º turno ainda neste mês, no dia 24 de abril, assim como fizeram no pleito de 2017. Naquela ocasião, Macron, de 44 anos, tinha obtido 23,89% dos votos, enquanto Le Pen, de 53 anos, ficou com 21,43%. No 2º turno, Macron tronou-se presidente ao vencer a adversária por 66,1% a 33,9%.

Desta vez, o comparecimento eleitoral na França foi o menor dos últimos 20 anos. Os dados diziam o seguinte: 

  • 2022: 65%
  • 2017: 69,4%
  • 2012: 70,6%
  • 2007: 73,9%

Senado. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) começou ainda na semana passada a coletar assinaturas de seus colegas no Senado para instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) de investigação do MEC (Ministério da Educação). O objetivo seria investigar as supostas irregularidades envolvendo a influência de pastores na indicação de quais municípios deveriam receber os recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Mais. Com receio do desgaste eleitoral, o governo montou uma espécie de força-tarefa para evitar a instalação da CPI. Ou seja, o governo trabalha para conter o número de assinaturas necessárias para instalar o colegiado. 

E tudo corria bem para a oposição, até que o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-RR), retirou assinatura do requerimento para criar o colegiado. Sem o apoio dele, o número de assinaturas caiu de 27 para 26. Só que, depois de Oriovisto, os senadores Styvenson Valentim (Podemos-AC) e Weverton Rocha (PDT-MA) também retiraram as assinaturas, e o número total ficou em 24.

Contexto. O objetivo da CPI seria investigar as supostas irregularidades envolvendo a influência de pastores na indicação de quais municípios deveriam receber os recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Essa é apenas uma das várias suspeitas que pairam sobre o FNDE e tomaram o noticiário nos últimos dias. Os detalhes completos estão no site do Sabiá.

Educação. O Estadão mostrou no domingo que há cerca de 3,5 mil escolas em construção há anos, mas, apesar disso, o MEC (Ministério da Educação) autorizou a construção de outras 2 mil unidades. Os recursos sairiam do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). 

O caso foi chamado pela reportagem de “escolas fake”, porque a construção das unidades foi autorizada, mas não há previsão orçamentária para que elas saiam do papel. Isso tende a aumentar o estoque de escolas não acabadas.

Mais. Enquanto isso, aliados políticos do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) estariam faturando com anúncios de que teriam conseguido recursos para a construção dos empreendimentos. Nogueira é senador licenciado pelo PP do Piauí (ou seja, uma das lideranças do grupo de partidos denominado Centrão), e o presidente do FNDE, Marcelo da Ponte, foi seu chefe de gabinete.

Contexto. Este é mais um caso de suspeita de uso indevido do FNDE revelado por reportagem do Estadão. O jornal também mostrou que um certame envolvendo a compra de 3.850 unidades de ônibus escolares poderia ser superfaturado.

Inflação. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na última sexta (8) a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) referente a março. O aumento geral dos preços foi de 1,62%, o maior em 28 anos

Ou seja, desde 1994, época da hiperinflação, quando a inflação foi superior a 44% só no mês de março, não se verificava um aumento tão significativo dos preços. Em março do ano passado, a inflação foi de 0,93%. Agora, no período acumulado dos últimos 12 meses, a inflação é de 11,30%, acima dos 10,54% dos 12 meses imediatamente anteriores. Só neste ano, nos mexesse janeiro, fevereiro e março, a inflação acumulada já é de 3,20%.

Mais. O maior motivo da alta, desta vez, veio do grupo de Transportes, impactado pela alta nos preços dos combustíveis (6,70%), em especial, o da gasolina (6,95%). Cabe lembrar que, no dia 11 de março, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras foi reajustado em 18,77%. Além disso, houve altas nos preços do gás veicular (5,29%), do etanol (3,02%) e do óleo diesel (13,65%).

Petrobras. A Petrobras anunciou na última sexta (8) à tarde a redução de 5,58% do valor do gás de cozinha às distribuidoras a partir de sábado (9). Dessa forma, o preço médio de venda passou de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg. Como cada botijão tem 13kg, o preço às distribuidoras passou de R$ 58,21 para R$ 54,94.

Contexto. Cabe ressaltar que o preço médio de venda do gás de cozinha às distribuidoras, ora reduzido em 5,58%, tinha saltado 16% há exatamente 1 mês, dia 11 de março, quando começou a valer o reajuste da Petrobras. Naquela ocasião, o preço médio do GLP (gás liquefeito de petróleo), que é o gás de cozinha, subiu de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg. O botijão que valia R$ 50,18 passou a custar os R$ 58,21.

Financie o nosso jornalismo independente. Precisamos de você para continuar produzindo um material de qualidade.

Campanha de apoio do Correio Sabiá: Vacina contra a desinformação

leia mais