Resumo de notícias #751 do Sabiá (1.abr) - Comece o dia voando

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Resumo de notícias #751 do Sabiá (1.abr) – Comece o dia voando

Doria anuncia candidatura à Presidência; Moro desiste do Planalto, mas concorrerá à Câmara
Em provável blefe, João Doria chegou a dizer que não disputaria a Presidência / Foto: Reprodução/Twitter João Doria
Em provável blefe, João Doria chegou a dizer que não disputaria a Presidência / Foto: Reprodução/Twitter João Doria

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Governo publica a exoneração de 10 ministros que disputarão as eleições; Mario Frias, Sergio Camargo e Alexandre Ramagem também são exonerados;
  • Doria anuncia retirada de candidatura à Presidência, mas volta atrás e se mantém como candidato ao Planalto; Moro se filia ao União Brasil e tentará vaga na Câmara;
  • Milton Ribeiro depõe à PF e diz que Bolsonaro pediu que recebesse pastor suspeito de negociar propina, mas nega tratamento especial.

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  • Produção industrial. Divulgação da produção industrial de fevereiro.
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  • Greve. Servidores do Banco Central aprovaram greve para esta sexta-feira.

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Eleições. A quinta-feira (31), último dia de março, começou já com a publicação da exoneração de 10 ministros do governo, para atender ao prazo exigido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Contexto. Para que eles possam ser candidatos em outubro, precisavam deixar os cargos que ocupavam desde já, com 6 meses de antecedência.

Mais. Um desses ministros a deixar o cargo foi o general Walter Braga Netto, que deve ser candidato a vice na chapa com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Como último ato no cargo, o general exaltou o golpe militar de 1964, que ele chamou de Movimento de 31 de Março. Bolsonaro também exaltou ontem a ditadura no evento do Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal, que marcou as trocas nos ministérios.

Nessa mesma ocasião, Bolsonaro ainda falou para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) calarem a boca e colocarem a toga.

Trocas. Confira quais foram os ministros e ministras a deixarem seus cargos para concorrerem a cargos eletivos:

  • Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao governo de São Paulo;
  • João Roma, pré-candidato ao governo da Bahia. Volta à Câmara dos Deputados;
  • Damares Alves, pré-candidata ao Senado ou a Câmara dos Deputados;
  • Marcos Pontes, pré-candidato a deputado federal por São Paulo.
  • Onyx Lorenzoni, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Volta à Câmara dos Deputados;
  • Flávia Carolina Peres (Flávia Arruda), pré-candidata ao Senado no Distrito Federal. Volta à Câmara dos Deputados.
  • Tereza Cristina, pré-candidata ao Senado no Mato Grosso do Sul. Volta à Câmara dos Deputados.
  • Rogério Marinho, pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Norte;
  • Gilson Machado, pré-candidato ao Senado em Pernambuco.

Com todas essas trocas, o governo federal, que antes tinha 3 mulheres à frente dos ministérios, ficou com apenas 1 ministra.

2º escalão. As trocas não foram uma exclusividade do 1º escalão do governo federal. Houve exonerações em outras áreas também. O diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, por exemplo, deixou o cargo. Ramagem coordenou a segurança de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, após a facada.

Contexto. Em 2020, Bolsonaro decidiu colocar Ramagem no comando da PF (Polícia Federal) no lugar de Maurício Valeixo, escolhido pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O episódio gerou polêmica, e levou ao pedido de demissão de Moro, que deixou o governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na PF para blindar investigações contra os filhos. E o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação. 

Na época houve uma enorme discussão sobre quem deveria escolher o diretor-geral da PF. Contudo, cabe ressaltar que essa é uma prerrogativa do presidente da República.

Mais. O governo também exonerou o secretário especial de Cultura Mario Frias, que se filiou ao PL no início de março e anunciou pré-candidatura a deputado federal por São Paulo. 

Frias foi galã de Malhação e substituiu a atriz Regina Duarte no cargo. Há pouco tempo, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou um convite para que ele explique o por que gastou R$ 39 mil de dinheiro público numa viagem que fez a Nova York (EUA) em dezembro do ano passado, sem praticamente nenhum compromisso oficial.

Ele estava acompanhado do então secretário especial Adjunto da Cultura, Hélio Ferraz, que foi quem o substituiu no cargo. Ao todo, o governo gastou R$ 78 mil com a viagem dos 2 para os Estados Unidos.

Continuando. O presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, também foi exonerado. Ele se filiou ao PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e tem um longo histórico de confusões à frente da instituição que presidiu, voltada para defesa da memória negra no país. 

Apesar de ser negro, Camargo fez o oposto do que se esperava de alguém em sua função. Mais uma vez para ser breve e citar só o episódio mais recente, ele atacou o congolês Moïse Kabagambe, brutalmente assassinado no Rio de Janeiro

Nessa ocasião, Camargo disse que o congolês “era um vagabundo morto por outros vagabundos”.

Doria. A quinta-feira começou com Doria anunciando que retiraria sua candidatura à Presidência da República pelo PSDB e continuaria a governar São Paulo. Ele se movimentava há anos para emplacar uma candidatura ao Palácio do Planalto.

No entanto, Doria voltou atrás no decorrer do dia e anunciou sua saída do governo de São Paulo, além da manutenção da sua pré-candidatura ao cargo de presidente da República. 

Nesse período, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, também já tinha emitido uma nota dizendo que Doria era o nome da sigla para a disputa do Palácio do Planalto.

A situação gerou rebuliço interno no PSDB. A desistência de Doria de concorrer à Presidência atrapalharia diretamente os planos do seu vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB).

Entenda. Ao desistir da candidatura, Doria continuaria no governo estadual, e Garcia ficaria para escanteio na cena política. O PSDB pretendia lançar Garcia para a disputa do governo de São Paulo, mas o nome dificilmente ganharia força para vencer a eleição com Doria à frente do cargo.

Além disso, o PSDB teve uma forte disputa, com direito a prévias, para decidir quem seria o nome da sigla para disputar a Presidência da República. O principal oponente de Doria no páreo foi o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Só que, mesmo derrotado, Eduardo Leite continuou com pretensões de disputar o Planalto. Diversos aliados dele migraram do PSDB para o PSD.

O próprio Leite iria mudar de sigla, mas desistiu e optou por ficar no PSDB. Além disso, falou que deixaria –e deixou mesmo– o governo do Rio Grande do Sul, se colocando à disposição, como alternativa do PSDB, para disputar a Presidência.

Aliados de Doria acreditavam que havia uma movimentação de bastidores para que o governador de São Paulo renunciasse ao mandato e, depois, fosse passado para trás para que o candidato da sigla ao Planalto fosse Eduardo Leite. 

Do jeito que as coisas aconteceram, Doria ganhou a reafirmação de que será ele mesmo o candidato, sem, digamos, uma virada de mesa no que ficou definido nas prévias tucanas.

Sergio Moro. Quem desistiu mesmo de se candidatar à Presidência foi o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ontem, Moro se filiou ao União Brasil, partido que surgiu a partir da fusão entre o PSL e o DEM. Até então, ele era filiado ao Podemos.

Pelo Podemos, ele seria candidato ao Palácio do Planalto. Os senadores do partido teriam dito ao G1 que Moro nem sequer comunicou que sairia da sigla. Eles se disseram traídos pelo ex-juiz e pegos de surpresa. Agora, Moro deve se candidatar a deputado federal por São Paulo.

Educação. Ontem foi dia de depoimento do Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, à Polícia Federal. 

Milton disse que Bolsonaro lhe pediu que recebesse um dos pastores suspeitos de negociar propina com prefeitos para facilitar a liberação de verbas do ministério que ele comandava. Só que o ex-ministro negou que houvesse um pedido de tratamento diferenciado para o pastor.

Contexto. Áudio revelado pela Folha de S.Paulo mostrou Milton em conversas com prefeitos dizendo que, a pedido de Bolsonaro, a liberação de verbas do seu ministério ocorria, primeiro, pela necessidade do município. E, segundo, conforme indicações dos pastores. À Polícia Federal, ele disse que a gravação foi retirada de contexto.

Mais. É importante destacar que Milton se reuniu ao menos 17 vezes em agenda oficial com os pastores, e Bolsonaro, 4.

Ontem Milton também iria ao Senado para prestar esclarecimentos sobre as suspeitas de corrupção no Ministério da Educação. Mas não foi. O comparecimento era facultativo.

Guerra. A Rússia teria reposicionado menos de 20% das tropas que estavam em Kiev. Além disso, cerca de 1 mil pessoas que atuam para a Rússia teriam ido para a região separatista de Donbass.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a situação por lá está “extremamente difícil”. Donbass é considerada uma prioridade para os russos.

Mais. As negociações entre os dois países, que tiveram avanços nesta semana, serão retomadas amanhã (sábado).

E segundo o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é esperado que a partir de hoje a Europa tenha que pagar gás em rublo, moeda russa, sob ameaça de corte de fornecimento. Além disso, ainda hoje deve ser aberto um corredor humanitário entre Mariupol e Zaporizhzhia.

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