Resumo de notícias #748 do Sabiá (29.mar) - Comece o dia voando

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Resumo de notícias #748 do Sabiá (29.mar) – Comece o dia voando

Milton Ribeiro (MEC) é exonerado; Bolsonaro demite o presidente da Petrobras
O ministro Milton Ribeiro foi demitido ontem por Jair Bolsonaro / Foto: Reprodução / Twitter Milton Ribeiro
O ministro Milton Ribeiro foi demitido ontem por Jair Bolsonaro / Foto: Reprodução / Twitter Milton Ribeiro

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Bolsonaro demite o ministro da Educação e o presidente da Petrobras; Adriano Pires é indicado para presidir a petroleira;
  • Fachin diz que levará imediatamente o ‘caso Lollapalooza” para o plenário do TSE; ministro que tomou decisão pró-Bolsonaro foi condecorado pelo presidente;
  • Biden diz que declaração sobre Putin não poder mais ficar no poder foi ‘pessoal’, e não uma ‘política’ dos Estados Unidos.

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Para ficar de olho hoje:

  • Senado. A CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado ouve o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) sobre a nota técnica, elaborada pelo ministério, que não aprovou as Diretrizes Brasileiras para Tratamento Hospitalar do Paciente com Covid-19, recomendada pela Conitec. A reunião será semipresencial, às 14h.
  • Caged. Divulgação dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), às 9h30 (horário de Brasília).
  • Indicadores. Divulgação do relatório mensal da dívida pública.
  • Executivo. O governo federal entrega títulos de propriedade rural a famílias assentadas do Assentamento Itamarati, em Ponta Porã (MS), às 11h (horário de Brasília).

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Educação. O ministro Milton Ribeiro (Educação) foi demitido ontem, a pedido, pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). No lugar, assume como substituto, ao menos temporariamente, o secretário-executivo do MEC, Victor Godoy.

Mais. Ontem, o Estadão mostrou numa reportagem que bíblias com a imagem do ministro Milton Ribeiro foram distribuídas em evento do MEC (Ministério da Educação). Ribeiro disse que a distribuição não teve sua autorização. Já o líder da bancada evangélica na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que o episódio era “vergonhoso.

Diversos aliados de Milton Ribeiro e do presidente Jair Bolsonaro estariam defendendo há dias a licença do ministro, em vez de uma demissão. Entre os nomes que faziam essa defesa, estavam: o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, o ex-senador Magno Malta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) e o ministro do STF André Mendonça.

Contexto. Desde a semana passada, mais de uma dezena de prefeitos denunciaram que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura pediam propina para liberar dinheiro do Ministério da Educação para obras e serviços. De acordo com um desses prefeitos, a propina chegou a ser pedida até em barra de ouro.

O próprio ministro da Educação, num áudio revelado pela Folha de S.Paulo, disse que na hora de destinar os recursos da pasta, dava prioridade às indicações do pastor Gilmar, por orientação do presidente da República.

Estava previsto para quinta-feira (31) que Milton Ribeiro fosse ao Senado dar explicações sobre a suspeitas de corrupção na sua pasta. Ele ainda pode ir, mas não é obrigado, já que foi feito a ele um convite, e não uma convocação.

Petrobras. o presidente Jair Bolsonaro demitiu o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, e formalizou a indicação de Adriano Pires, um dos mais conhecidos especialistas em energia do país, para a Presidência da estatal.

Pires escreve sobre energia para diversos veículos de imprensa do país, tem bom trânsito no Congresso e um histórico avesso a intervencionismos. Ele próprio escreveu artigo recente, no ano passado, defendendo a privatização da Petrobras.

Contexto. Essa indicação ocorre num momento em que o presidente da República já deu várias declarações dizendo que, por ele, privatizava a companhia. Mas, ao mesmo tempo, também ocorre numa época em que se discutem cada vez mais intervenções na estatal por causa da sua política de preços de paridade com o mercado internacional, que tem levado ao aumento dos combustíveis no mercado interno.

Lollapalooza. O ministro Edson Fachin, integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) e atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse que vai levar o caso do festival de música Lollapalooza imediatamente ao plenário da Corte Eleitoral.

No domingo (27), mesmo dia de evento do partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Raul Araújo proibiu manifestações políticas no festival, numa decisão individual. Agora, o caso será analisado por todos os ministros da Corte. A tendência é que a decisão seja derrubada.

Mais.  A sentença não tem qualquer amparo na Constituição. Decisões do STF garantem ao cidadão o direito de se manifestar politicamente, a favor ou contra qualquer candidato.

Contexto. A decisão ocorreu depois de um pedido do partido do presidente, que argumentou que a cantora Pabllo Vittar, ao exibir um cartaz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava fazendo campanha eleitoral antecipada para Lula.

O mesmo ministro que teve esse entendimento já tomou duas decisões, uma em fevereiro e outra em março, para manter outdoors espalhados pelo país que faziam campanha eleitoral pela reeleição de Bolsonaro.

E, conforme o Congresso em Foco revelou ontem, Bolsonaro homenageou esse ministro que censurou o Lollapalooza com o grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito da Defesa.

Guerra. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, segundo manchete de ontem à noite no site do New York Times, disse que seu comentário sobre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi pessoal –e não político. Biden se referia à declaração sobre Putin não poder mais ficar no poder.

O comentário fez a Casa Branca, oficialmente, ter que esclarecer que não está procurando formas de remover Putin do cargo e que não busca mudanças na forma de governo da Rússia.

França. Ontem à noite o New York Times também mostrava em sua página principal uma notícia que a gente tinha dado aqui no Sabiá logo de manhã, que era sobre a diplomacia do presidente da França, Emmanuel Macron. 

No final de semana, Macron se distanciou das declarações mais agressivas do presidente Joe Biden. Em sua política, o francês “estende a mão” aos 2 lados –Ucrânia e Rússia–, nas palavras do jornal norte-americano. 

Mais. Ontem, 33º dia de guerra, os conflitos continuaram, enquanto negociadores das duas partes conversavam na Turquia sobre as possibilidade de um cessar-fogo. Hoje, essas conversas continuam também em território turco.

Já o Wall Street Journal publicou que o bilionário oligarca russo Roman Abramovich, dono do clube de futebol londrino Chelsea, assim como outros negociadores de paz ucranianos, teriam sinais de envenenamento. 

Abramovich foi um dos oligarcas que sofreram sanções econômicas pelo Reino Unido como forma de pressionar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a interromper a guerra.

Mercado. Pela 11ª semana consecutiva, o mercado elevou a previsão de inflação para o final do ano. Desta vez, de 6,59% para 6,86%. O número consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda pelo Banco Central, que mostra semanalmente as expectativas dos agentes do mercado para os principais indicadores econômicos.

Mais. A estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2022 continuou a ser de 0,5%, enquanto a expectativa da taxa básica de juros, a Selic, manteve-se em 13% até o fim do ano. O Boletim foi divulgado mais uma vez com atraso por causa de atos de servidores, que pedem reajustes salariais. Uma paralisação foi aprovada para sexta-feira (1º).

Eleições. O ex-presidente Lula vai ao Rio para tentar pacificar a relação do PT com Marcelo Freixo (PSB), pré-candidato ao governo do estado. E o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decidiu ficar no PSDB e desistiu de filiação ao PSD de Gilberto Kassab.

Mais. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames nesta segunda-feira (28) e, por isso, não compareceu ao evento de filiação ao Republicanos de 2 de seus ministros –Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

Covid-19. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu temporariamente a autorização de uso emergencial de 2 medicamentos para covid-19. Os remédios possuíam indicação para tratamento de casos leves a moderados da doença, para pacientes com alto risco de progressão e agravamento dela. Nos 2 casos, de acordo com a agência, houve “queda significativa na atividade contra a variante ômicron do novo coronavírus.”

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