Resumo de notícias #739 do Sabiá (16.mar) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #739 do Sabiá (16.mar) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #739 do Sabiá (16.mar) – Comece o dia voando

Rússia e Ucrânia voltam a negociar nesta quarta (16); Zelenskiy diz que Ucrânia não deve entrar para a Otan
Foto: Oleksa Mara Paniv/Unsplash
Valor do barril do petróleo caiu para menos de US$ 100 após avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia / Foto: Oleksa Mara Paniv/Unsplash

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Rússia e Ucrânia voltam a negociar nesta quarta (16); Zelenskiy diz que Ucrânia não deve entrar para a Otan; e Putin fala que ucranianos parecem não querer ‘soluções mutuamente aceitáveis;
  • Valor do barril do petróleo brent cai a menos de US$ 100, e Bolsonaro volta a cobrar Petrobras pode redução dos combustíveis;
  • Aneel aprova socorro bilionário ao setor elétrico; consumidor pagará a conta a partir de 2023, com juros

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Para ficar de olho hoje:

  • Copom. 2º dia da reunião do Copom com anúncio esperado de aumento da taxa básica de juros, a Selic, de 10,75% para 11,75% ao ano, que seria a maior desde fevereiro de 2017. Pesa para o aumento a inflação de fevereiro mais alta doque o esperado (1,01%), com a guerra na Ucrânia e os combustíveis mais caros.
  • Fomc. 2º dia da reunião do Fomc. O Fed (Federal Reserve) está pressionado pela inflação alta, a maior em décadas. A reunião de março é aguardada por investidores, porque é nela que o Fed deve dar início ao ciclo de aperto da taxa de juros nos EUA. Atualmente, os juros no país estão próximos a zero, e a dúvida é sobre a intensidade com a qual o Fomc subirá a taxa.
  • Estados Unidos. Divulgação das vendas do varejo norte-americano em fevereiro.
  • Senado. CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado pode votar a PEC (proposta de emenda à Constituição) nº 110/2019, que trata da reforma tributária.
  • Senado. Também está na pauta da CCJ a PEC 24/2021, que muda a regra para a contagem do tempo de contribuição de mulheres para a Previdência Social.

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Ucrânia. A Rússia e a Ucrânia encerraram nesta terça-feira (15) mais uma rodada de negociações por um cessar-fogo, e as conversas estão marcadas para ser retomadas nesta quarta (16). O porta-voz ucraniano, Mykhailo Podoliyak, afirmou que “existem contradições fundamentais” e que o processo de negociação é “muito difícil”, mas disse também que há “espaço para concessões”.

Cessar-fogo. Aliás, numa reunião, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy pareceu dar uma sinalização nesse mesmo sentido ao declarar que a Ucrânia pode não entrar na Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar liderada pelos Estados Unidos e um dos principais motivos para o estopim da invasão russa. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que a Ucrânia não parece querer “soluções mutuamente aceitáveis”.

Bombardeios. Enquanto isso, os primeiros-ministros da Polônia, da República Tcheca e da Eslovênia foram até Kiev, a capital ucraniana, onde encontraram o presidente ucraniano. Foi também em Kiev que um novo bombardeio nesta terça (15) atingiu um prédio residencial e uma fábrica de aviões. Aliás, falando em bombardeios, um parênteses: foi perto da fronteira com a Polônia que um ataque russo deixou ao menos 35 pessoas mortas no final de semana. 

Contexto. Todos esses fatos tornam um pouco contraditórias as conversas sobre um cessar-fogo. Se por um lado há sinalizações de espaço para concessões, por exemplo, como disse o porta-voz ucraniano –e até mesmo concessões, de fato, como a admissão do presidente Volodymyr Zelenskiy de que a Ucrânia não deve entrar na Otan–, por outro lado, seguem os bombardeios. Ontem, aliás, morreram uma jornalista e um cinegrafista da Fox News que estavam cobrindo a guerra em Kiev.

Mais. Já o ataque próximo à Polônia causa especial tensão porque o país é integrante da Otan, e os Estados Unidos disseram que não se envolveriam na guerra, territorialmente falando. Mas… prometeram reagir caso um dos seus aliados fosse “tocado”.

Mariupol. Por fim, em Mariupol, cidade ucraniana sitiada que falamos diversas vezes aqui no Sabiá, finalmente um comboio com 2 mil carros conseguiu fazer a retirada de moradores. Mariupol é aquela cidade que teve uma maternidade bombardeada, num ataque que deixou dezenas de mulheres grávidas feridas. A cidade estava com cerca de 400 mil pessoas presas, sofria com falta de água, luz, tudo o que se possa imaginar. E os corredores humanitários, segundo o governo da Ucrânia, não estavam sendo respeitados pelos russos.

Petróleo. Apesar das contradições nas negociações e das trocas de farpas entre os governos russo e ucraniano, a compreensão geral do mercado é de que agora há um tom mais otimista nas negociações por uma cessar-fogo. Por isso, o preço dos contratos futuros do barril do petróleo de tipo brent caiu para o menor valor desde o dia 23 de fevereiro, véspera da invasão russa à Ucrânia. O brent é o petróleo usado na política de preços da Petrobras, que é baseada na cotação do mercado internacional. 

Petrobras. A estatal brasileira tem sido cada vez mais questionada, e sua política de preços, criticada. Na última sexta-feira (11), após 57 dias sem reajustes, a Petrobras anunciou o aumento do valor da gasolina, do diesel e do gás de cozinha nas distribuidoras, num reflexo da alta do petróleo no mundo.

Gasolina. Agora, com a queda no valor do barril do petróleo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse esperar que a Petrobras também siga a queda dos preços praticada lá fora nos próximos dias. Bolsonaro afirmou que a Petrobras “com toda certeza fará isso aí”.   

Contexto. Se você chegou agora, vamos recapitular: na última quinta-feira (10), o Senado aprovou o projeto que definia uma alíquota unificada e em valor fixo para o valor do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis. Já na madrugada de sexta (11), a Câmara aprovou o texto.

Mais. E, na mesma sexta, Bolsonaro sancionou o projeto sem vetos. Neste dia, o presidente criticou a decisão da Petrobras, tomada na véspera, quinta-feira (10), sobre reajustar os valores da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. Bolsonaro disse naquela altura que a estatal podia ter esperado um pouco mais para tomar a decisão. 

Câmara. Da mesma maneira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou a estatal. Disse que faltou “sensibilidade” para a Petrobras. Lira disse ainda que, diante da alta dos combustíveis, até os governos mais ortodoxos estão estudando maneiras de conter o aumento dos preços. 

Senado. E, nesta segunda (14), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu que a empresa cumpra uma “função social”, algo que o próprio Bolsonaro já tinha defendido no ano passado e, naquela ocasião, fez as ações da empresa despencarem sob a suspeita de uma eventual intervenção do presidente na estatal.

Energia. Enquanto isso, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), aprovou um novo socorro bilionário no valor de R$ 5,3 bilhões para o setor elétrico. Esse socorro vai evitar o aumento expressivo da conta de luz agora, em 2022, mas vai ser pago adivinha por quem? Pelo consumidor, com juros, a partir de 2023. 

IOF. O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro Paulo Guedes (Economia) assinaram um decreto que zera progressivamente o IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) sobre câmbio até 2029.

Contexto. Esse é um dos compromissos assumidos pelo Brasil para entrar na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A redução será “gradual e escalonada”, sendo que a taxa atual para compras no cartão de crédito no exterior é de 6,38% e será diminuída em 1 ponto percentual por ano a partir de 2023 até chegar a zero em 2028.

Economia. Aliás, Bolsonaro falou nesta terça, em tom de brincadeira, que em política vai sempre “na contramão” do que fala o ministro Paulo Guedes. O presidente disse que, quando chegam até ele com uma sugestão política, ele primeiro consulta o ministro. Em seguida, faz o contrário. 

Eleições. Aliás, mudando um pouco de assunto, filiações partidárias acertadas nesta terça-feira, o PL –partido do presidente– passou a ser o partido com a maior bancada da Câmara, com 63 deputados federais. 

Contexto. Assim, a legenda superou o União Brasil, formado pela fusão do DEM e do PSL, que agora fica com 60 congressistas. Vale lembrar que nos próximos dias esses números ainda podem mudar, porque a janela partidária ainda está aberta até o dia 1º de abril.

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