Resumo de notícias #738 do Sabiá (15.mar) - Comece o dia voando

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Resumo de notícias #738 do Sabiá (15.mar) – Comece o dia voando

Ucrânia e Rússia retomam 4ª rodada de negociações nesta terça (15) após ‘pausa técnica’ na segunda (14)
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu 'papel social' da Petrobras / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu ‘papel social’ da Petrobras / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Ucrânia e Rússia começam 4ª rodada de negociações, mas fazem ‘pausa técnica’; tratativas voltam nesta terça; líderes de 3 países vão a Kiev reforçar apoio;
  • Pacheco crítica preços dos combustíveis e defende ‘função social’ da Petrobras para mitigar danos da alta da gasolina, cujo valor médio no Brasil já subiu 1,61% na última semana;
  • Mercado revisa projeção de inflação de 5,65% para 6,45% ao ano; Copom e Fomc se reúnem nesta terça e devem anunciar aumento da taxa básica de juros na quarta

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Para ficar de olho hoje:

  • Copom. 1º dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). 
  • Fomc. 1º dia da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Banco Central dos Estados Unidos (Fomc, na sigla em inglês).
  • Estados Unidos. Divulgação do índice de preços ao produtor.
  • Europa. Divulgação da produção industrial da União Europeia.

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Ucrânia. A Rússia e a Ucrânia começaram nesta segunda-feira a 4ª nova rodada de negociações por um cessar-fogo. Só que os 2 países anunciaram uma “pausa técnica” nas negociações, que devem ser retomadas nesta terça (15). Os motivos da pausa não foram muito bem detalhados pelas duas partes.

Contexto. Sabe-se que havia uma expectativa maior desta vez para um avanço positivo, ou seja, para que se chegasse mais perto de um cessar-fogo. Isso porque os 2 países se mostraram mais otimistas com as conversas durante o final de semana. Por outro lado, após começo das negociações nesta 4ª rodada, o representante ucraniano Mykhailo Podoliak disse que a comunicação entre as duas delegações estava difícil.

Agenda. Também é hoje, terça-feira, que a Ucrânia planeja abrir 9 “corredores humanitários” para retirar civis e entregar suprimentos em Mariupol, cidade que segue sitiada. Nesta segunda, os primeiros civis conseguiram escapar de Mariupol, mas um comboio de ajuda teve sua passagem bloqueada. E os primeiros-ministros da Polônia (Mateusz Morawiecki), República Tcheca (Petr Fiala) e Eslovênia (Janez Janša) viajaram de trem com destino a Kiev nesta terça, para mostrar apoio à Ucrânia.

Combustíveis. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou nesta segunda-feira (14) a alta dos preços dos combustíveis no país e disse que o Congresso tem levantado algumas discussões para exigir uma “participação” da Petrobras na redução desse impacto, na condição de empresa que tem “função social”.

Contexto. A Petrobras tem uma política de preços de paridade com o mercado internacional. Por causa da guerra, o valor do barril do petróleo disparou. Com isso, após 57 dias sem reajustes, a Petrobras anunciou o aumento dos preços nas distribuidoras para a gasolina, o diesel e gás de cozinha. Assim, o preço acaba disparando na ponta da linha para o consumidor.

Mais. A pesquisa semanal mais recente da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), cuja abrangência foi dos dias 6 a 12 de março, já detectou um aumento considerável no preço médio da gasolina no país. Em valores absolutos, o preço subiu de R$ 6,577 para R$ 6,683. Pode não parecer muito, mas, percentualmente, a alta é de 1,61% em apenas uma semana. É esperado que na próxima pesquisa esses valores já estejam muito acima do patamar atual.

Inflação. Foi exatamente isso o que fez o Boletim Focus desta segunda (14) revisar a projeção de inflação deste ano de 5,65% para 6,45%. É uma enorme disparada. Normalmente, o relatório aponta pequenas correções para cima ou para baixo, coisa de zero-vírgula-alguma-coisa. Às vezes, o mercado até mantém a projeção estável. Só que, desta vez, depois do reajuste da Petrobras, a expectativa da inflação disparou.

Mais. Essa disparada também reforça a atenção que será dada à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que ocorre nesta terça-feira e acaba nesta quarta, com provável ajuste de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic. Coincidentemente, o órgão equivalente ao Copom nos Estados Unidos também começa a se reunir nesta terça, com *provável aperto do ciclo monetário norte-americano no radar.

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