Resumo de notícias #735 do Sabiá (10.mar) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #735 do Sabiá (10.mar) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #735 do Sabiá (10.mar) – Comece o dia voando

Reunião entre ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Ucrânia termina sem acordo de cessar-fogo
President Joe Biden delivers remarks on voting rights, Tuesday, January 11, 2022, at Morehouse College in Atlanta / Foto: Adam Schultz/Official White House
Foto: Erin Scott/White House

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Reunião entre ministros das Relações Exteriores de Rússia e Ucrânia termina sem acordo de cessar-fogo;
  • Rússia bombardeia maternidade em Mariupol; fotos que circulam na internet mostram mulheres grávidas feridas sendo carregadas de maca;
  • Votação dos 2 projetos que tratam do barateamento dos combustíveis no Brasil é adiada mais uma vez e fica marcada para esta quinta-feira; Preço do barril do petróleo Brent despenca

Este resumo foi enviado por volta das 7h para mais de 3,5 mil leitores do Correio Sabiá no WhatsApp. Clique aqui para receber.

Clique aqui para acessar a notícia da Agenda da Semana, onde você encontrará os principais eventos políticos e econômicos esperados para os próximos dias.

Clique aqui para se INSCREVER no Sabiá no Ar, o podcast diário do Correio Sabiá no Spotify.

Financie o nosso jornalismo independente. Precisamos de você para continuar produzindo um material de qualidade.

Para ficar de olho hoje:

  • Empregos. Divulgação do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que define a quantidade de vagas formais criadas (ou fechadas) no país. 
  • EUA. Divulgação de dados da inflação dos Estados Unidos. 
  • Europa. Primeiro dia da Cúpula de Líderes da União Europeia. 
  • Europa. BCE (Banco Central Europeu) anuncia decisão sobre as taxas de juros. Órgão tem mantido estímulos à economia e tem sido resistente ao aumento da taxa de juros, como ocorre na maior parte do mundo.

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Ucrânia. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e da Ucrânia, Dmytro Kuleba, tiveram um encontro na noite desta quarta-feira na Turquia, mas não avançaram para um cessar-fogo. De acordo com o ministro ucraniano, a lista de exigências russa é, na prática, uma exigência de rendição. Só que a Ucrânia não vai se render. O ucraniano disse ainda que a situação mais delicada é na cidade de Mariupol.

Mariupol. Já o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse mais cedo, também nesta quarta, que a Rússia usa helicópteros para atacar civis. E, por falar em ataques, houve um bombardeio a um hospital infantil e a uma maternidade na própria cidade de Mariupol. Várias fotos circularam por sites de notícias com mulheres grávidas feridas, sendo carregadas em macas. Só em Mariupol, o governo diz que já morreram 1,2 mil pessoas.

Usinas nucleares. A China responsabilizou a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, por levar o conflito na Ucrânia até o limite. E o argentino Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica), vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas), disse ver “risco claro de acidente nuclear”. A agência disse ontem que houve danos no sistema de resfriamento da usina de Zaporizizhia depois de uma troca de fogo entre russos e ucranianos.

Chernobyl. Lembramos que há pelo menos uma semana a gente publicou nos site do Correio Sabiá uma lista com 5 riscos causados pela tomada russa da Usina Nuclear de Chernobyl, onde houve o maior acidente nuclear da História. Quem elaborou essa lista foi o engenheiro operador nuclear Gerardo Portela, que é PhD em Riscos e Segurança.

Mais. Nesta quarta, o Gerardo Portela nos enviou uma mensagem informando que Chernobyl só teria diesel por mais 48 horas, de acordo com a Ucrânia. E, em seguida, explicou um dos principais riscos envolvidos pela falta desse combustível para a usina. Liberamos o áudio com a explicação em nosso podcast no Spotify e Google Podcasts.

Financie o nosso jornalismo independente. Precisamos de você para continuar produzindo um material de qualidade.

Petróleo. Por outro lado, despencou 12% o valor do barril do petróleo Brent, referência para os preços da Petrobras. O Brent é esse mesmo que acumulou sucessivas altas nos últimos dias e chegou perto da máxima histórica. 

Contexto. A queda ocorreu depois de indicações de um possível progresso dos Estados Unidos em incentivar mais produção de petróleo de outras fontes. A Reuters informou que o Iraque disse que poderia aumentar a produção se a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus Aliados) pedir. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, também sinalizou que os Emirados Árabes apoiariam o aumento da produção pela Opep+.

Mercado. O dólar fechou em queda de 0,84%, a R$ 5,0106. E o Ibovespa subiu forte, 2,43%, aos 113.900 pontos, acompanhando a alta dos mercados internacionais. 

Combustíveis. Enquanto isso, o Senado decidiu adiar mais uma vez a votação dos 2 projetos que tratam da tentativa de baratear o preço dos combustíveis no Brasil, ambos relatados pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), como a gente se acostumou a repetir e explicar por aqui nos últimos episódios. 

Cronologia. Estava tudo certo para a votação no início do dia. Exatamente às 11h09, eu mesmo, Maurício, recebi a seguinte mensagem da equipe do senador Jean Paul Prates: “Hoje pela manhã, em reunião com o Presidente do Senado, o Ministro da Economia e lideranças do Senado ficou acordada a votação do  PL 1472/2021.e do PLP 11/2020 na Sessão Plenária desta quarta-feira (09/03). Os relatórios estão prontos e  não devem ter mudanças substanciais. Estamos trabalhando para oferecer aos brasileiros mecanismos capazes de reduzir o impacto dos aumentos dos preços do barril de petróleo e do dólar nos preços dos combustíveis”.

Continuando… Só que, já de noite, exatamente às 19h58, uma outra mensagem chegou pelo meu WhatsApp, também da equipe do senador. O texto começava dizendo que “o debate em torno dos projetos de lei que buscam mitigar o impacto da alta dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha tem avançado progressivamente ao longo das últimas semanas, em debates técnicos e políticos, no Congresso Nacional, na imprensa e na sociedade civil em geral. A questão se impôs, decorrente da gravidade da conjuntura.”

Mais. Em seguida o texto falava que “Recebemos hoje contribuições de atores políticos relevantes, inclusive dos governadores, criando um ambiente de maior entendimento para obter as soluções mais eficazes para a crise atual, em benefício da população brasileira por meio do PLP 11/2020 (reforma da tributação dos combustíveis) e do PL 1472/2021 (criação da Conta de Estabilização de Preços – CEP). São duas matérias de profunda importância e mérito e que precisam sinalizar um acordo amplo para a sociedade em prol da nossa população, mas em observância e respeito ao nosso Pacto Federativo.”

Até que… Por fim, a mensagem informava que a votação não ocorreria nesta quarta-feira e que tinha ficado para hoje, quinta-feira. “Portanto, comunico que a pedido de colegas parlamentares, foi solicitado ao Presidente do Senado o adiamento da deliberação dessas matérias, de modo a nos permitir uma última tentativa de aproximação das demandas de todos os atores, para entregarmos as soluções que o Brasil precisa. A votação das propostas está agendada para a Sessão Plenária desta quinta-feira (10/03).”

Votação nesta quinta. Numa terceira mensagem, que a gente do Correio Sabiá também recebeu e está compartilhando aqui com você, a equipe do senador Jean Paul Prates informava que o presidente, no caso o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), “decide que os prazos para emendas aos PLs dos combustíveis ficam até amanhã”, que no caso não é amanhã, já é hoje mesmo, quinta-feira (10.mar), “às 10h, e votação dos PLs na mesma sessão, convocada para 10h.”

Meio Ambiente. O cantor e compositor Caetano Veloso, junto com outros artistas, esteve nesta quarta-feira no Senado e pediu que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), barre o que ficou conhecido como “pacote da destruição”, que são uma série de projetos considerados nocivos ao Meio Ambiente. Aliás, houve um ato na Esplanada dos Ministérios com a presença de milhares de pessoas. A maioria delas citou, especificamente, o PL 191/2020, que autoriza a mineração em terras indígenas.

Campanha de apoio do Correio Sabiá: Vacina contra a desinformação

leia mais