Resumo de notícias #725 do Sabiá (17.fev) - Comece o dia voando

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Resumo de notícias #725 do Sabiá (17.fev) – Comece o dia voando

Após encontro com Putin, Bolsonaro viaja à Hungria; presidente anuncia MP para ajudar vítimas da chuva
(Moscou - Rússia, 16/02/2022) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
Encontro bilateral de Bolsonaro com Putin, em Moscou / Foto: Alan Santos/PR

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Em encontro com Putin, Bolsonaro defende comércio de fertilizantes, cooperação em petróleo e gás, mas só assina um ato, que trata de sigilo de documentos;
  • Bolsonaro diz que retornará de viagem para o Rio, onde sobrevoará Petrópolis; presidente editará MP com ‘crédito suficiente’ para ajudar município; tragédia deixou ao menos 104 mortos;
  • Votação de projetos sobre combustíveis fica para semana que vem, após encontro entre relator e presidentes do Senado e da Câmara.

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5 notícias que podem ser do seu interesse:

Para ficar de olho hoje:

  • Viagem presidencial. Bolsonaro segue da Rússia para Budapeste, onde tem encontro marcado com o primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán. O retorno ao Brasil deve ocorrer nesta 5ª feira.
  • Congresso. Promulgação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que isenta templos em imóveis alugados do pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Política:

Viagem presidencial. Os presidentes Jair Bolsonaro (PL), do Brasil, e Vladimir Putin, da Rússia, tiveram encontro bilateral que durou cerca de 2h nesta 4ª feira (16). Em seguida, fizeram declaração à imprensa no Kremlin, sede do governo russo em Moscou. Na ocasião, Bolsonaro disse ser “solidário a todos os países que querem e se empenham pela paz”. Também falou que há “muito interesse da nossa parte no comércio de fertilizantes”. O presidente ainda citou colaboração no setor de petróleo e gás.

Contexto. A viagem de Bolsonaro ocorreu num momento de tensão internacional por causa de uma possível invasão da Rússia à Ucrânia, que envolveu atritos com integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar formada por países ocidentais e capitaneada pelos Estados Unidos. 

Mais. Ao falar com a imprensa brasileira, Bolsonaro disse entender que há sinalizações de um desfecho pacífico para o caso, já que algumas tropas russas já deixaram a fronteira. “Nossa missão aqui é uma missão comercial e de paz”, afirmou. “Aqui existe um problema e estamos solidários com todo e qualquer país, desde que o caminho para busca da solução desses impasses seja o pacífico”, declarou Bolsonaro.

Ministros. Além do encontro de Bolsonaro com Putin, ministros que integram a comitiva presidencial também fizeram reuniões com seus respectivos colegas russos para tratar de questões que envolvem Defesa, energia nuclear e outros assuntos. O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, por exemplo, disse que a Rússia apoia a entrada do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). 

Itamaraty. Já o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em comunicado conjunto, informou que os 2 presidentes “ressaltaram o potencial significativo de desenvolvimento da cooperação e de novos negócios no campo da energia, notando complementaridades nos setores de petróleo e gás, eficiência energética e energias renováveis. Manifestaram a intenção de aprofundar o diálogo em temas como exploração de petróleo e gás em mar, desenvolvimento de energia de hidrogênio e energia nuclear.”

Continuando… Apesar as manifestações de interesses comerciais e de paz, o único ato assinado na viagem à Rússia foi um protocolo de emenda a um acordo entre os 2 países que trata de informações classificadas. Na prática, o objetivo é atualizar as definições de documentos, como reservados, secretos e ultrassecretos. Já o chanceler Carlos França afirmou que o acordo vai facilitar a cooperação entre os 2 países em tecnologia e áreas sensíveis, sem citar quais áreas seriam essas.

Eleições. Uma das especulações sobre a viagem de Bolsonaro é o contexto eleitoral. Em artigo publicado no Poder360, o jornalista Mário César Carvalho fala que o presidente brasileiro “deu a senha” para um ataque hacker em outubro. O país de Putin foi acusado de interferir em diversos pleitos no mundo. No Brasil, Bolsonaro intensifica o uso do Telegram, aplicativo russo de mensagens, e está em desvantagem nas pesquisas

(Moscou - Rússia, 16/02/2022) Reunião com o Presidente da Duma do Estado, Deputado Vyacheslav Volodin. Foto: Alan Santos/PR
Encarregado das redes sociais do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro integrou a comitiva presidencial na Rússia / Foto: Alan Santos/PR

Judiciário. Aliás, o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), próximo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticou a legislação de controle da Rússia sobre ataques eleitorais e disse que a maior parte das tentativas vêm de lá. Em território russo, Bolsonaro falou à rádio Jovem Pan que “é triste e constrangedor” para ele ter que lidar com declarações como essa.

Petrópolis. Já na entrevista que concedeu aos jornalistas brasileiros, Bolsonaro disse que, ao retornar ao Brasil, em vez de pousar em Brasília, deve pousar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O objetivo é, em seguida, sobrevoar Petrópolis, na região serrana do estado, onde as chuvas deixaram ao menos 94 pessoas mortas. O presidente disse lamentar os óbitos e anunciou que determinará a abertura de “crédito especial suficiente” para atender o município. Isso será feito via MP (medida provisória).

Mais. Um rápido parênteses: antes de voltar ao Brasil, Bolsonaro ainda passa pela Hungria nesta quinta-feira (17), onde vai se encontrar com o primeiro-ministro de extrema-direita Viktor Orbán, que encara uma eleição em abril. A viagem foi incluída de última hora e pouco se sabe sobre os motivos dela

Voltando a Petrópolis. Bolsonaro disse que o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) está aguardando sua chegada para, juntos, sobrevoarem a cidade atingida pelas chuvas. Marinho, aliás, adiou pronunciamento que faria nesta quarta-feira (16) em respeito às vítimas da tragédia. Ele daria uma declaração em cadeia nacional sobre a conclusão do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco e a chegada das águas pela 1ª vez ao Rio Grande do Norte. “O momento é de solidariedade e de assistência às vítimas”, disse.

Senado. No Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também manifestou pesar pelas mortes causadas pela chuva. Pacheco falou em “compromisso com a melhoria da legislação sobre a Defesa Civil e com a constante vigilância sobre políticas públicas para que tragédias como essas não se repitam”.

Combustíveis. Falando em Senado, Rodrigo Pacheco, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Jean Paul Prates (PT-RN), tiveram reunião na manhã desta 4ª feira (16) e decidiram adiar para a próxima semana a apresentação ao plenário dos 2 PLs (projetos de lei) –PL 1.472/2021 e o PLP 11/2020– em discussão com objetivo de reduzir o preço dos combustíveis.

Jean Paul Prates: “O processo legislativo demanda cautela e diálogo, e estamos avançando em busca de um entendimento que permita tramitação veloz na Câmara dos Deputados do texto que for aprovado no Senado. Ao mesmo tempo, vamos ouvir mais pessoas, buscando a solução que priorize os mais pobres.”

Contexto. Na 3ª feira, Pacheco disse que os projetos deveriam entrar na pauta do plenário nesta 4ª feira. Os textos em questão são: para criar uma conta semelhante a um fundo que estabilizaria as oscilações dos preços dos combustíveis derivados do petróleo; e para fixar um valor único para a cobrança do ICMS (Imposto sobre o Consumo de Mercadorias e Serviços0) sobre os combustíveis. Hoje, o valor que é recolhido pelos estados e pelo Distrito Federal tem alíquotas variadas de uma unidade federativa para outra.

Pandemia: 

O Ministério da Saúde registrou ontem mais 147.734 novos casos de covid-19 em 24h. Foram mais 1.085 mortes no mesmo período.

Economia:

O Ibovespa subiu pela 7ª sessão consecutiva, apoiado no varejo e nas empresas cujo negócio é atrelado às commodities. Desta vez, a alta foi de 0,31%, aos 115.180 pontos.

O dólar também caiu. Fechou na mínima do dia, a R$ 5,127 na compra e R$ 5,128 na venda, com perda de 1,02%. É o menor patamar da divisa desde julho de 2021.

A falta de novidades na ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) fez o dólar perder força frente às principais moedas no fim da tarde.

Ao divulgar o documento, o Fed (Federal Reserve) reiterou que deve iniciar em breve o ciclo de aperto monetário. 

Além disso, mais uma vez o fluxo positivo de capital estrangeiro colaborou para acentuar a queda do dólar em relação ao real. O movimento de alta das commodities também tora a bolsa brasileira mais atraente para o investidor estrangeiro. 

Nos Estados Unidos, o S&P 500 fechou em alta de 0,09%, aos 4.475 pontos. O Dow Jones recuou 0,15%, aos 34.935 pontos; e a Nasdaq teve queda de 0,11%, aos 14.124 pontos.

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