Resumo de notícias #716 do Sabiá (04.fev) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #716 do Sabiá (04.fev) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #716 do Sabiá (04.fev) – Comece o dia voando

Governo federal dribla Guedes e, por meio de um deputado da base aliada, protocola PEC mais ampla sobre combustíveis
(Porto Velho - RO, 03/02/2021) Presidente da República Jair Bolsonaro, cumprimenta populares em sua chegada a Porto Velho / Foto: Alan Santos/PR
Correio Sabiá: Bolsonaro em sua chegada a Porto Velho, a caminho do encontro com o presidente do Peru, Pedro Castillo / Foto: Alan Santos/PR

O que você vai encontrar no resumo abaixo, em tópicos:

  • Bolsonaro participa de cerimônia voltada à ‘valorização dos professores da educação básica’; governadores consideram reajuste salarial baseado no INPC, sem ganho real;
  • Em reunião, mandatários estaduais tratam do reajuste dos professores, da pandemia e do preço dos combustíveis; Correio Sabiá publica ata do encontro em seu site;
  • Governo dribla Guedes e usa deputado para protocolar proposta mais ampla para reduzir preço dos combustíveis

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5 notícias que podem ser do seu interesse:

Para ficar de olho hoje:

  • Bento Albuquerque participa da 2ª sessão da Reunião de trabalho entre o MME e o Ministério da Energia do Uruguai, em Montevidéu, no Uruguai, às 9h.
  • Bolsonaro recebe o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, às 10h, no Palácio do Planalto. Encontro ocorre 2 dias após aumento da taxa básica de juros, a Selic, e num momento em que funcionários do Banco Central ameaçam fazer greve
  • Bolsonaro participa de Solenidade de Valorização dos Professores da Educação Básica, às 11h, no Palácio do Planalto. Evento ocorre após presidente anunciar aumento aos professores da rede básica de ensino. 
  • Números de produção, vendas e exportações de veículos da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores).

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Política:

Educação. O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa nesta 6ª feira (4), no Palácio do Planalto, de uma solenidade voltada aos professores da educação básica. O evento ocorre em meio às discussões sobre o aumento do salários desses profissionais, como Bolsonaro anunciou. Governadores e prefeitos consideram o reajuste divulgado pelo presidente um golpe em suas finanças, afinal a maioria desses profissionais não é vinculada à União. No entanto, ficar publicamente contra à proposta é uma pauta impopular, com alto custo político, ainda mais em ano eleitoral. Entenda o caso aqui.

Combustíveis. Aliás, governadores se reuniram nesta 5ª feira (3) e trataram de 3 pautas principais –uma delas, piso salarial para os professores. As outras, pandemia e combustíveis. Veja aqui a íntegra da ata da reunião, que foi enviada ao Correio Sabiá.

  1. Sobre o piso salarial dos professores, disseram que “decidiram aprofundar a discussão técnica da matéria com outros interlocutores”, mas mencionaram levar em consideração, por exemplo, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) como base para cálculo do reajuste. Basicamente, é reajustar sem dar aumento real. Ou seja, só corrigir a inflação. 
  2. Sobre a pandemia, pactuaram implementar 4 medidas para conter o avanço do vírus: controle das fronteiras (apresentação de teste e certificado de vacinação); ações coordenadas (voltadas a eventos públicos, principalmente); acelerar o processo de vacinação; e retomar o modelo de credenciamento de leitos de UTIs para um eventual aumento de demanda. O Comitê Científico do Consórcio Nordeste recomendou o cancelamento dos feriados de Carnaval, a proibição de festas privadas que gerem aglomerações e a ampliação das campanhas de imunização. O Correio Sabiá recebeu a íntegra do documento. Veja aqui.
  3. Sobre os combustíveis, firmaram apoio ao PL (projeto de lei) 1.472/2021, já em tramitação, que cria um programa de estabilização de preços do gás e dos combustíveis ao estabelecer fontes adicionais de receitas (dividendos da Petrobras, imposto de exportação incidente sobre petróleo bruto e participações governamentais destinadas à União). 

Continuando… Os governadores ainda resolveram pedir uma audiência com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para tratar da cobrança do diferencial de alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é alvo de uma ação na Corte.

Mais combustíveis. Já o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo, elaborou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para tentar reduzir o valor dos combustíveis mais ampla do que aquela que havia sido combinada com o ministro Paulo Guedes (Economia). O texto foi entregue a um deputado federal da base aliada do governo federal e protocolado na Câmara.

Contexto. O impasse sobre o valor dos combustíveis é uma das principais pautas apontadas pelos congressistas e integrantes do governo federal. O texto da proposta teria sido redigido por um funcionário da Casa Civil, o subchefe-adjunto de Finanças Públicas, Oliveira Alves Pereira Filho. 

Mais. A PEC foi protocolada pelo deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), do mesmo partido do ministro Ciro Nogueira (Casa Civil), que é senador licenciado pelo PP do Piauí. O texto proposto por Áureo alcança gasolina, diesel, etanol e gás de cozinha. Guedes defendia a redução apenas do diesel. Por fim… Para não passar em branco, Bolsonaro encontrou nesta 5ª feira com o presidente do Peru, Pedro Castillo, e disse que as diferenças entre ele e o socialista estão “superadas”.

Eleições:

Bolsonaro disse nesta 5ª feira (3) que a expectativa é de que 11 ministros de seu governo deixem os cargos até março, prazo exigido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para poderem concorrer nas eleições deste ano. “Obviamente vamos ter ministérios-tampão”, declarou.  

Um desses ministros é Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), que confirmou nesta 5ª feira que irá se candidatar ao governo de São Paulo. 

Falando em governos estaduais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se reuniram nesta 5ª feira para selar um acordo sobre quem será candidato naquele estado. Câmara comunicou a Lula que vai lançar a candidatura do deputado federal Danilo Cabral (PSB). Portanto, o PT deve desistir de concorrer com o senador Humberto Costa (PT) e fechar apoio a Cabral. 

Enquanto isso, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) afirmou que Lula levaria a Petrobras a perder bilhões, caso eleito, “podendo levá-la à falência”. Bento deu a declaração porque Lula voltou a dizer que, se voltar à Presidência, acabará com a política do PPI (Preço de Paridade Internacional). 

Pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro disse nesta 5ª feira (3) que concorda com a flexibilização da posse de armas de fogo “para ampliar o direito de quem quer ter uma arma em casa”, mas com “cuidado para não colocar armas de imenso potencial destrutivo nas ruas”.

Outra pré-candidata à Presidência, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), anunciou a economista Elena Landau para coordenar a área econômica de sua campanha. Landau foi diretora do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi filiada ao PSDB por 25 anos.

Pandemia: 

Um recorde. O Ministério da Saúde confirmou quase 300 mil novos casos de covid-19 em 24 horas. Foram exatos 298.408 diagnósticos positivos. 

Além disso, a pasta também confirmou mais de 1 mil mortes nesse mesmo período. Foram 1.041 óbitos –algo que não era visto há muito tempo.

Assim, o Brasil passou de 630 mil mortes pela covid-19 desde o início da pandemia. Houve mais de 26 milhões de registros da doença. 

Por outro lado, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já aplicou mais de 360 milhões de doses. Ao todo, 91,9% dos brasileiros acima de 12 anos estão vacinados com a 1ª dose e 85,6% do mesmo público com o esquema vacinal completo. 

Em relação às pessoas com mais de 60 anos, mais de 60% delas já tomou a dose de reforço. São 18 milhões de pessoas nessa faixa etária com “proteção extra”. 

Economia:

O Ibovespa fechou pelo 2º dia consecutivo em queda. Desta vez, de 0,18%, aos 111.695 pontos. O volume de negociações foi menor do que o habitual porque os mercados da China estão fechados em função do ano novo lunar. 

A queda da Bolsa ocorreu após decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) elevar em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic. O ajuste já era esperado. 

O contexto da queda pelo 2º dia consecutivo é de um cenário externo em que os Estados Unidos devem aumentar sua taxa de juros em breve. Há ainda tensões geopolíticas. Fora isso, o Ibovespa acumulou sucessivas altas.

A Petrobras, que tem forte peso no índice, chegou a acentuar as perdas no pregão desta 5ª feira (3) depois de Lula dizer que acabará com a paridade internacional de preços se for eleito. No entanto, o valor do barril do petróleo chegou a US$ 90 pela 1ª vez em 8 anos, e a estatal reduziu as perdas.

O dólar comercial emplacou um 2º dia de alta. Subiu 0,36%, a R$ 5,295 na compra e na venda. 

Se no Brasil houve ligeira queda da Bolsa, nos Estados Unidos as perdas foram mais expressivas. O Dow Jones fechou em queda de 1,46%, a 35.110 pontos, o S&P 500 caiu 2,44%, a 4.477 pontos.

Só que a Nasdaq, Bolsa de tecnologia, foi o destaque: despencou 3,74%, aos 13.878 pontos. 

A queda teve impacto direto das ações da Meta, dona do Facebook, que caíram mais de 26% após resultados piores que o esperado no 4º trimestre. A empresa perdeu mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado.

Campanha de apoio do Correio Sabiá: Vacina contra a desinformação

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