'O Agente Secreto' vence em duas categorias do Globo de Ouro
Premiado nesta noite, o ator Wagner Moura disse em discurso que 'precisamos de mais filmes sobre a ditadura militar'. Ele declarou que a eleição de Bolsonaro em 2018 foi uma 'manifestação física dos ecos' desse período.
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O destaque
"O Brasil chega com tudo!", escreveu a Associated Press, uma das maiores agências globais de notícias, sobre a participação brasileira por meio de "O Agente Secreto" na premiação do Globo de Ouro, realizada neste domingo (11.jan.2026). O filme fez história ao vencer em duas das 3 categorias em que foi indicado.
- 🏆 Melhor ator em filme de drama (Wagner Moura); e
- 🏆 Melhor filme em língua não-inglesa.
Na categoria de melhor filme dramático, "O Agente Secreto" perdeu para "Hamnet: A vida antes de Hamlet".
Fotos de Wagner Moura no Globo de Ouro




Imagens: AP/Chris Pizzello
Mais informações
O reconhecido sucesso internacional de "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, ocorre apenas 1 ano depois da vitória de Fernanda Torres, em 2025, como melhor atriz de drama pela atuação em "Ainda Estou Aqui".
"'O Agente Secreto' é um filme sobre a memória –ou a falta dela– e o trauma geracional. Acho que, se o trauma pode ser transmitido de geração em geração, os valores também podem. Então, este prêmio é para aqueles que se mantêm fiéis aos seus valores em momentos difíceis", disse o ator em seu discurso de agradecimento.
Em "O Agente Secreto", Moura interpreta um ex-professor e pesquisador forçado a se esconder enquanto tenta proteger seu filho pequeno durante a ditadura militar brasileira da década de 1970.
"Acho que precisamos de mais filmes sobre a ditadura militar. A ditadura ainda é uma ferida aberta na vida brasileira. Ela aconteceu há apenas 50 anos e, recentemente, de 2018 a 2022, nós tivemos um presidente fascista de extrema direita no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então, a ditadura ainda é muito presente na vida diária no Brasil. Então, precisamos continuar a fazer filmes sobre ela", falou Wagner Moura, também em seu discurso.

Moura é conhecido internacionalmente por sua interpretação do narcotraficante colombiano Pablo Escobar na série "Narcos" da Netflix, que foi ao ar de 2015 a 2017 e lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro em 2016. Ele também atuou em "Guerra Civil", de 2014.
Neste domingo (11), o ator superou a concorrência de Joel Edgerton em “Train Dreams”, Oscar Isaac em “Frankenstein”, Dwayne Johnson em “The Smashing Machine”, Michael B. Jordan em “Sinners” e Jeremy Allen White em “Springsteen: Deliver Me from Nowhere”.
No ano passado, 2025, o Brasil também conquistou seu 1º Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui”.

Protestos no Irã
Os protestos no Irã teriam chegado a 544, de acordo com informações de ativistas divulgadas nesta segunda-feira (12.jan.2026). Até domingo (11), quando as manifestações tinham atingigo a marca de duas semanas, o número conhecido de mortos em episódios de violência era de 116.

Opositor do regime iraniano, Israel está "acompanhando de perto" as consequências dos protestos generalizados no Irã, que já deixaram mais de 116 mortos.
"O povo de Israel, o mundo inteiro, está admirado com o heroísmo extraordinário dos cidadãos iranianos", afirmou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu neste domingo (11.jan.2026) no início da reunião semanal de gabinete.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã quer negociar com Washington após sua ameaça de atacar a República Islâmica por sua violenta repressão aos manifestantes.
O Irã não reagiu diretamente aos comentários de Trump, feitos após a visita do ministro das Relações Exteriores do Omã –interlocutor frequente entre Washington e Teerã– ao Irã neste fim de semana.
Mais sobre o Oriente Médio
O Hamas disse neste domingo (11.jan.2026) que dissolverá seu governo atual em Gaza assim que um comitê de liderança tecnocrática palestina assumir o território, conforme previsto no "plano de paz" mediado pelos Estados Unidos. Ainda não se sabe quando a mudança ocorrerá.
Nem o Hamas nem a Autoridade Palestina (que é o representante palestino reconhecido internacionalmente) anunciaram os nomes dos tecnocratas, que não deveriam ter filiação política. Essas pessoas ainda devem ser aprovadas por Israel e pelos Estados Unidos –e também não está claro se isso irá ocorrer.

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