Interação: enquetes no WhatsApp estimulam participação da audiência em nosso conteúdo 🗣️

Interação: enquetes no WhatsApp estimulam participação da audiência em nosso conteúdo ?️

O Correio Sabiá começou nesta segunda-feira (6.nov.2023) a consultar sua audiência sobre quais conteúdos informativos devem ser produzidos aqui. Por uma enquete no WhatsApp, demos duas opções de reportagem especial/explicativa. A mais votada até esta quarta-feira (8.nov) será nossa nova pauta, a ser publicada no sábado (11).

Tivemos esta iniciativa depois de 99% dos nossos leitores no WhatsApp dizerem na semana passada, também por enquete no WhatsApp, que achavam esse modelo interessante. É uma forma de fazer todo jornalismo que produzimos ser centrado em nossa audiência, num formato de jornalismo de soluções. São os nossos leitores que dizem o que devemos fazer.

Eis as opções de conteúdos:

  1. ?️ Eleição na Argentina: o que Massa e Milei propõem?
  2. ? Quais as guerras existem no mundo hoje?

Também demos a opção de que nossos leitores indicassem não ter gostado de nenhum dos temas. Até o momento de publicação deste texto, apenas 3 leitores haviam assinalado essa alternativa –em quase 200 respostas no total.

Continuando num processo interativo, consultamos 2 desses leitores. Perguntamos por que tinham marcado que não gostaram das opções. Os feedbacks foram qualificados e a recepção foi ótima, o que prova que interagir com a audiência é um diferencial para a organização de notícias, porque tem aí uma chance de melhorar seu trabalho e ser ainda mais útil para o público. Jornalismo deve ser assim.

Interação com a audiência ajuda a reportar eventos complexos

Um modelo jornalístico interativo também ajuda a reportar eventos complexos, como mostramos no Correio Sabiá. Foi essa a conclusão que tivemos no dia 9 de outubro de 2023 ao escrever uma curadoria de notícias com apoio dos leitores, reportando sobre o ataque do Hamas a Israel.

Antes de enviar a curadoria de notícias, o Correio Sabiá informou que a complexidade do evento, com décadas de ressentimentos e preconceitos/estigmas históricos tornava difícil a missão de mostrar os fatos. Qualquer ponderação pró-Palestina poderia soar insensata pela dimensão da atrocidade ocorrida em Israel. Da mesma forma, não citar as décadas de sofrimento do povo palestino também poderia soar como falta de contexto.

A solução: o Correio Sabiá expôs humildemente essa dificuldade/vulnerabilidade, antes de enviar a curadoria. O resultado: muitos leitores engajaram com a mensagem, curtiram e manifestaram apoio ao problema exposto por esta organização de notícias. Alguns até deram suas opiniões sobre o conflito –opiniões estas que foram usadas na curadoria.

Ao usar o que diziam seus leitores, o Correio Sabiá conseguiu contemplar uma ampla diversidade de visões de mundo. Assim, prestigiou sua audiência duplamente (ao trazê-la para o centro da produção de conteúdo e ao produzir um conteúdo de qualidade do qual a própria audiência é a maior beneficiada por ficar bem-informada). De quebra, o Correio Sabiá conseguiu reportar sem viés.

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