Eleições 2022: eleitor que não votou no 1º turno pode votar no 2º?

Eleições 2022: eleitor que não votou no 1º turno pode votar no 2º?

Eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo?

Permissão vale para os eleitores que estiverem em dia com a Justiça Eleitoral
Eleições 2022: Eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo / Foto: Freepik
Eleições 2022: Eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo / Foto: Freepik

O eleitor que não votou no primeiro turno está apto a votar no segundo turno das eleições de 2022, caso esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral.

Isso ocorre porque cada turno de votação é considerado uma eleição independente. Assim, se você não compareceu à primeira etapa da eleição, nada impede que compareça na segunda.

Os brasileiros vão às urnas no 2º turno para decidir quem será o presidente do país a partir de 2023. Além disso, 12 estados também terão votação em 2º turno para governador.

O Correio Sabiá já mostrou a lista de todos os estados em que houve definição de governadores em 1º turno e quais serão os estados que terão votação em 2º turno para definir os mandatários estaduais. Tudo nesta reportagem.

Assobio: se você tiver dúvidas sobre a eleição ou qualquer outro assunto do noticiário, saiba que abrimos um canal exatamente voltado para que você nos envie perguntas. Manda aí!

Quem faltou ao primeiro turno pode votar no segundo?

Como os 2 turnos de votação são considerados eleições independentes, o eleitor que não compareceu no primeiro turno deve justificar sua ausência no prazo de 60 dias desde a data da eleição. Neste caso, foi dia 2 de outubro.

Essa mesma regra também vale para quem vier a faltar na votação em segundo turno, que ocorre no dia 30 de outubro de 2022, um domingo.

Se uma pessoa faltar ao primeiro e ao segundo turnos, deverá apresentar duas justificativas à Justiça Eleitoral. Não vale apresentar uma justificativa só.

No entanto, como o prazo de justificativa para uma ausência em primeiro turno é de 60 dias (e o intervalo entre o primeiro e o segundo turnos é menor do que isso), o eleitor que tiver faltado à 1ª etapa da votação poderá votar na 2º, caso sua situação esteja regular.

Considerando essas datas, os prazos para apresentação da justificativa de ausência na eleição de 2022 ficam da seguinte maneira:

  • Até 1º de dezembro de 2022 (ausência no primeiro turno, realizado no dia 2 de outubro de 2022);
  • Até 9 de janeiro de 2023 (ausência no segundo turno, realizado no dia 30 de outubro de 2022).

Eleições 2022: como justificar ausência à Justiça Eleitoral

A justificativa pode ser apresentada por uma dessas opções:

  1. Aplicativo e-Títulodisponível nas plataformas Android e iOS;  
  2. Sistema Justifica, acessado nos sites da Justiça Eleitoral; 
  3. Formulário Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) – formato PDF.

O eleitor também deverá anexar uma documentação que comprove o motivo da ausência para que a autoridade judiciária da zona eleitoral avalie. Daí, há duas opções:

  1. Se a justificativa for aceita, isso ficará registrado no histórico do título eleitoral. Vida que segue.
  2. Se a justificativa for indeferida, a pessoa precisará quitar o débito

Pelo Sistema Justifica, o eleitor precisa informar seus dados pessoais (do jeito que estão registrados no cadastro eleitoral), declarar o motivo da ausência na eleição e anexar a documentação digitalizada que comprove a ausência.

A partir disso, será gerado um código de protocolo para acompanhamento. A justificativa será passada à zona eleitoral responsável pelo título do eleitor. Haverá a análise. Por fim, a decisão. Assim, a pessoa será notificada.

Eleições 2022: saiba outros conteúdos que publicamos

Nesta eleição de 2022, o Correio Sabiá ainda fez diversas reportagens para te ajudar a realmente entender o noticiário. Publicamos curadorias de notícias (em áudio e texto), como já é habitual, e divulgamos artigos didáticos sobre assuntos complexos.

“Acreditamos que uma sociedade bem informada toma decisões melhores. Por isso, o Correio Sabiá tem a missão de resumir e explicar o noticiário para que as pessoas realmente entendam o que está acontecendo e possam fazer escolhas baseadas em fatos e informação confiável.”

Maurício Ferro, criador e diretor do Correio Sabiá

Veja uma lista de conteúdos que publicamos para te ajudar a realmente entender o noticiário:

Pesquisas eleitorais foram contestadas por leitores do Correio Sabiá em canal de perguntas

Assobio: este texto abaixo NÃO tem caráter de reportagem. Trata-se de um esclarecimento, com fins de transparência entre o Correio Sabiá e seus leitores, a partir de perguntas feitas por 2 leitores diretamente para esta startup. Por considerarmos um assunto pertinente e por acreditarmos que o Jornalismo deve ser feito em contato direto com a audiência, decidimos nos manifestar desta maneira.

O Correio Sabiá publicou na manhã desta quinta-feira (6.out.2022) em seus 18 grupos de WhatsApp, com cerca de 3,5 mil leitores diários no total, a sua tradicional curadoria de notícias que completa 4 anos no final deste mês. Um dos destaques (o 1º deles) foi a pesquisa Ipec divulgada na quarta-feira (5), que mostrava o ex-presidente luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 55% dos votos válidos, à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), com 45%.

Em seguida, o Correio Sabiá foi questionado por 2 leitores sobre o destaque dado à pesquisa eleitoral, considerando que a última edição da mesma pesquisa apresentou considerável discrepância em relação ao resultado das urnas. Outros levantamentos de outros institutos também mostraram inconsistências.

Os 2 questionamentos dos leitores ocorreram no próprio WhatsApp, sendo que um deles foi também formalizado num canal via Google Forms que o Correio Sabiá abriu exatamente para que os leitores (ou ouvintes, já que temos um podcast diário nas principais plataformas de streaming) possam fazer perguntas para nós.

Por causa dessas perguntas, decidimos: escrever este texto, responder publicamente à pergunta feita e repensar a forma como fazemos nosso Jornalismo (convidamos todas e todos a se juntarem a nós), considerando que:

  1. O objetivo desse canal via Google Forms é aumentar a interação com a audiência e melhorar a qualidade da informação, de acordo com as necessidades de cada um;
  2. Feedbacks são ESSENCIAIS para qualquer startup, como é o caso do Correio Sabiá;
  3. Encorajamos todos os leitores e ouvintes a pensarem em como podemos tornar o Jornalismo melhor e mais participativo.
Movimentação de jornalistas no Centro de Divulgação das Eleições, localizado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Movimentação de jornalistas no Centro de Divulgação das Eleições, localizado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

‘Por que divulgar pesquisa eleitoral se a última errou?’

Em resposta ao leitor que formalizou a pergunta via Google Forms, dissemos que:

  1. Precisamos pensar a respeito de como informar sobre pesquisas e que, talvez, na edição desta sexta-feira (7), coloquemos uma nota com a observação de que houve pesquisas que erraram ou que mudemos, a partir de agora, nossa maneira de noticiar;
  2. Observamos que se trata de uma pergunta difícil de responder e delicada, uma vez que provoca reflexão sobre o que noticiar e o que não noticiar –ou como noticiar;
  3. Tanto é delicado que, praticamente, não divulgamos pesquisas eleitorais no Correio Sabiá. Inclusive, já comentamos sobre essa opção por não divulgá-las em podcast e numa curadoria de notícias enviado no WhatsApp;
  4. Neste caso, a opção por divulgar a pesquisa ocorreu em exceção daquilo que temos adotado como padrão durante a eleição por ser a 1ª pesquisa divulgada (de um grande instituto) após o 1º turno. Ou seja, “como está o cenário nesse momento de largada do 2º turno?” Os eleitores, tanto de A quanto de B, costumam querer enxergar esse contexto, fizemos essa suposição. Assim, abrimos exceção;
  5. A decisão de noticiar a pesquisa, portanto, ocorreu depois de um processo de reflexão (que não foi nada rápido) desta startup.

Além disso, como fomos perguntados se considerávamos “desinformação eleitoral” a divulgação de uma pesquisa de um instituto que errou em edição anterior, dissemos que não.

Isso porque se trata de informação vinda de “um instituto registrado e com credibilidade, embora os erros de pesquisas possam ocorrem e tenham, sim, ocorrido. Mas até o momento se trata de uma instituição reconhecida”, conforme respondemos ao leitor.

Por fim, falamos que buscaríamos uma solução para reduzir esse impasse e que ainda não temos uma resposta para isso. Deixamos, no entanto, algumas possibilidades em aberto:

  1. Talvez, não divulgar pesquisas (já era, de certa forma, nossa linha editorial);
  2. Talvez, divulgar um compilado de várias pesquisas para ter uma espécie de “curadoria” de pesquisas, com estatística, mostrando uma média de tudo o que apontam os institutos;
  3. Talvez, divulgar pesquisas mas fazendo observações de que erros podem ocorrer (o que já está contemplado, de certa forma, na margem de erro das próprias pesquisas, embora possamos ser mais assertivos em relação a esse aspecto).

Em resumo: considerando o feedback pertinente, o Correio Sabiá se comprometeu a avaliar uma alternativa e, antes de tudo, escrever este artigo para mostrar de forma transparente como fez (e fará) sua produção jornalística, sempre com foco na audiência e considerando e estimulando feedbacks.

Para saber mais sobre as notícias e sobre as nossas iniciativas, continue acompanhando o Correio Sabiá aqui e nas redes sociais (@correiosabia). Fazemos atualizações diárias via site, newsletter e podcast. Sempre de um jeito didático e resumido, para que você realmente entenda o noticiário

leia mais