Curadoria de notícias #786 do Sabiá (25.mai)

Curadoria de notícias #786 do Sabiá (25.mai)

Curadoria de notícias #786 do Sabiá (25.mai): Simone Tebet, Petrobras e eleições na Câmara

Após reunião da Executiva, MDB diz que ‘90%’ dos diretórios apoiam candidatura de Simone Tebet
Correio Sabiá: Simone Tebet em ato na pré-campanha à Presidência / Foto: Divulgação
Correio Sabiá: Simone Tebet em ato na pré-campanha à Presidência / Foto: Divulgação

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Provável pré-candidata à Presidência da 3ª via, Simone Tebet concede entrevista coletiva hoje, às 11h; MDB diz que ’90%’ dos diretórios apoiam candidatura da senadora, exceto aqueles mais ligados a Lula;
  • Associação que representa caminhoneiros se diz ‘surpresa’ com mudança na Petrobras e questiona política de paridade de preços; ações da empresa caem na Bolsa, mas Ibovespa fecha em alta;
  • Câmara define hoje 3 cargos da Mesa Diretora, após destituir deputado Marcelo Ramos da vice-presidência da Casa

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Para ficar de olho hoje:

  • Câmara. A Comissão de Educação da Câmara promove audiência pública com o presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Marcelo Lopes, para discutir denúncias de irregularidades no órgão.
  • CâmaraEleição para 3 cargos da Mesa Diretora, após destituição do deputado Marcelo Ramos (PSD-AM) do cargo de vice-presidente. Portanto, a Casa escolherá um novo integrante para esse posto –e também elegerá 2º e 3º secretários.
  • Petrobras. O Conselho da Petrobras se reúne para analisar a indicação de Caio Paes de Andrade, novo escolhido pelo governo para presidir a petroleira.
  • Estados Unidos. Divulgação da ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Fed (Federal Reserve), realizada nos dias 3 e 4 de maio, quando o Fed elevou a taxa em 0,5 ponto percentual.
  • Estados Unidos. Divulgação do PMI (índice de gerentes de compras) dos EUA.
  • Europa. Divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha no 1º trimestre. 

Agora, pegue seu café e vamos à curadoria de notícias:

Simone Tebet concede entrevista coletiva nesta quarta-feira (25)

Pré-candidata à Presidência da República, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) concede uma entrevista coletiva hoje, quarta-feira (25), às 11h. O MDB oficializou ontem, terça-feira (24), a aliança com PSDB e Cidadania.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (SP), depois de uma reunião da Executiva da legenda. De acordo com Baleia Rossi, “nunca” haverá “unanimidade” em torno de uma candidatura. Mas 90% dos diretórios do MDB, segundo ele, estariam apoiando a senadora. 

Apenas Alagoas, Ceará e Paraíba, que são estados com votações tradicionalmente expressivas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não teriam se manifestado. 

E, durante o dia, a equipe de comunicação do MDB divulgou uma lista com diversas autoridades que apoiaram publicamente a candidatura de Tebet ao Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal. Fazem parte dessa lista nomes como:

  • Senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE)
  • Senador Confucio Moura (MDB-RO)
  • Senadora Rose de Freitas (MDB-ES), presidente estadual da sigla
  • Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
  • Roseana Sarney, do Maranhão
  • Emanuel Pinheiro, prefeito de Cuiabá
  • Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre
  • Deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC), presidente estadual da sigla
  • Deputado federal Flaviano Melo (MDB-AC), presidente estadual da sigla
  • Gilvan Borges, presidente do MDB Amapá
  • Marcelo Miranda, presidente do MDB Tocantins
  • Carlos Bezerra, presidente do MDB Mato Grosso
  • Janaína Renée, presidente do MDB Diversidade
  • Maradona, presidente do MDB Trabalhista
  • Vereador Norton Soares, presidente da Juventude do MDB

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Petrobras: caminhoneiros cobram fim da paridade de preços

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) emitiu uma nota na qual disse ter recebido com “surpresa” a substituição no comando da Petrobras. Falaram que exigem transparência com relação ao estoque de diesel. E fizeram a pergunta ao novo presidente da estatal: “O senhor vai acabar com o PPI?”, que é o Preço de Paridade Internacional, que define os preços dos combustíveis no Brasil de acordo com a cotação do mercado externo. 

Na mesma nota, as categorias dos caminhoneiros autônomos, motoristas de aplicativos e motoboys disseram que o PPI “está esmagando a classe média e deixando os pobres cada vez mais pobres”.

Vale lembrar que, apesar da indicação de Caio Paes de Andrade para presidir a Petrobras, a posse dele na presidência da estatal não deve ocorrer tão cedo. O processo pode levar cerca de 45 dias, porque existe um prazo legal de 30 dias para realização da Assembleia Geral de Acionistas. E isso, mesmo assim, só após a convocação oficial da estatal.

O novo presidente precisa, primeiro, ser nomeado integrante do Conselho de Administração da empresa, o que só é possível com a convocação dessa Assembleia. E a convocação ainda exige alguns requisitos, como a elaboração do manual da Assembleia e do recebimento dos nomes dos demais integrantes. 

Enfim, é um processo burocrático, que deve fazer Caio Paes de Andrade esperar um tempo até assumir o comando da Petrobras. Enquanto isso, quem fica no cargo é o atual presidente José Mauro Ferreira Coelho.

Posto de gasolina da Petrobras / Foto: Divulgação
Política de preços da Petrobras, em paridade com a cotação do barril de petróleo no mercado internacional, é alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro e de categorias como a dos caminhoneiros / Foto: Divulgação

Ações da Petrobras caem, mas Ibovespa tem leve alta

Falando na Petrobras, a mudança no comando da empresa só 40 dias depois de José Mauro Coelho assumir a presidência elevou a percepção de risco do mercado. As ações ordinárias da empresa (PETR3) caíram 2,85%, a R$ 34,40, enquanto as preferenciais (PETR4) tiveram queda de 2,92%, a R$ 31,60. Durante o pregão, chegaram a cair 4,77% e 5,65%, respectivamente.

Já o Ibovespa fechou numa leve alta de 0,21%, aos 110.580 pontos, puxado principalmente pelos papéis do setor financeiro e da Vale, que subiu mesmo com a queda do minério de ferro. 

Vale ressaltar que, nos Estados Unidos, segue a percepção de que o ciclo de aperto monetário pode ser mais prolongado do que as estimativas oficiais.

E, por aqui pelo Brasil, houve a divulgação nesta terça-feira do IPCA-15 de maio, a prévia da inflação oficial do país medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que apontou uma variação de 0,59%. Isso mostra uma desaceleração em relação ao mês anterior, mas ainda assim está acima das expectativas do mercado, que indicavam um aumento de 0,45%.

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Agendas do Dia: reunião da Petrobras e votação para 3 cargos da Mesa Diretora da Câmara

Como falamos de agendas que ocorreram ontem, agora vamos falar das agendas de hoje, quarta-feira. É esperada uma reunião do Conselho da Petrobras, que pode até blindar a política de preços da estatal por 45 dias. O encontro também pode definir a convocação de uma nova Assembleia da empresa, dentro de toda aquela burocracia que eu comentei não faz muito tempo.

Outra agenda relevante de hoje é a eleição que ocorre na Câmara para 3 cargos da Mesa Diretora da Casa: vice-presidente, 2º e 3º secretários. O registro das candidaturas foi fechado às 19h de ontem. 

  • Para a 1ª vice-presidência, ao menos 5 deputados concorrem. Todos eles são do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro (PL).
  • Para a 2ª secretaria, terá que ser um deputado do PT, sendo que Odair Cunha (MG) concorrerá sozinho. Será escolhido, portanto.
  • Da mesma maneira, para a 3ª secretaria, o nome apontado é o de Geovânia de Sá (PSDB-SC). 

O que ocorre normalmente nessas eleições é que a bancada decide quem será escolhido. Foi assim que ocorreu com PT e PSDB. No entanto, no caso do PL, houve uma decisão de bancada, mas alguns de seus integrantes decidiram se lançar avulsamente.

E, como a eleição é feita por toda a Câmara (todos votam), não necessariamente o nome escolhido pela bancada é o nome aprovado.

Para haver essa eleição à essa altura do campeonato, o que ocorreu foi o seguinte: 

Os cargos na Mesa Diretora são considerados dos partidos políticos que fizeram a partilha no início da atual gestão. Só que o vice-presidente da Câmara ora destituído, deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), era do PL e mudou de sigla quando Bolsonaro se filiou. Há 1 mês, o PL começou a pressionar pela retirada de Ramos, ora no oposição ao governo federal, do posto.

Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal), mantinha Ramos no cargo. Moraes, no entanto, revogou sua decisão. Então, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado do governo federal, oficializou a destituição.

Sob a mesma interpretação, todo mundo que trocou de partido “rodou”: além do vice-presidente, foi este o caso de quem ocupava a 2ª e 3ª secretarias.

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