Resumo de notícias #710 do Sabiá (27.jan) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #710 do Sabiá (27.jan) - Comece o dia voando

Resumo de notícias #710 do Sabiá (27.jan) – Comece o dia voando

Bolsonaro determina concessão de reajuste máximo a professores; Governadores prorrogam congelamento de ICMS
Sabiá: Jair Bolsonaro e o presidente do Suriname, Chandrikapersad Santokhi durante Assinatura de Atos e declaração à imprensa / Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
Sabiá: Jair Bolsonaro e o presidente do Suriname, Chandrikapersad Santokhi / Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O que você vai encontrar no resumo abaixo, em tópicos:

  • Bolsonaro determina concessão de reajuste máximo a professores, numa alta de 33,23%; maior custo será para prefeitos e governadores;
  • Combustíveis: governadores decidem prorrogar congelamento do ICMS por mais 60 dias; 
  • Ministério da Saúde confirma mais de 224 mil novos casos de covid-19 em 24h; houve 570 mortes no mesmo período

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5 notícias que podem ser do seu interesse:

5 agendas desta 5ª feira (27) para ficar de olho:

  • O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) encontra o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), às 9h. Em seguida, às 9h30, os 2 participam da Solenidade de divulgação de Abertura do Mercado de Gás no Estado de Rondônia
  • A senadora e presidenciável Simone Tebet (MDB-MS) encontra o ex-presidente Michel Temer (MDB)
  • Primeira estimativa preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, referente ao 4º trimestre de 2021
  • Divulgação dos dados de criação de emprego do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)
  • Bolsonaro participa de missa em memória de sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, às 9h

Agora, pegue seu café e vamos ao resumo de notícias:

Política:

Educação. O presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou ao ministro Milton Ribeiro (Educação) a concessão de reajuste máximo para o piso salarial dos professores. Assim, o valor do piso será elevado de R$ 2.886,24 para R$ 3.845,34. A alta é de 33,23%. 

Contexto. A determinação de aumento contraria o entendimento de alguns técnicos do Ministério da Educação e, principalmente, de governadores e prefeitos. Estes terão suas finanças pressionadas. O custo será em torno de R$ 30 bilhões. Já para o governo federal, o custo seria em torno de R$ 3,8 bilhões.

Mais. Embora governadores e prefeitos, em geral, sejam contrários ao aumento de 33,23%, ninguém aparece em público para ficar contra essa pauta. Ainda mais em ano eleitoral.

Falando em reajustes… Funcionários públicos começaram a recorrer ao ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) para pedir aumento, já que não têm resposta do ministro Paulo Guedes (Economia). Eles querem reunião no próximo dia 2 com Nogueira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

Combustíveis. Governadores anunciaram nesta 4ª feira (26) que vão prorrogar por mais 60 dias a manutenção do congelamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis. O Correio Sabiá recebeu a nota. Veja aqui

Contexto. O congelamento do ICMS havia sido determinado no ano passado por um período de 90 dias, que se encerraria no dia 31 de janeiro. Agora, com a prorrogação, será encerrado em 31 de março. 

Mais. A alta do preço dos combustíveis também tem como pano de fundo uma disputa política entre o presidente da República e os governadores. Aliás, na última 2ª feira (25), Bolsonaro disse que não tem culpa pelos aumentos e atribuiu a responsabilidade à política do “fica em casa e a economia a gente vê depois”. No sábado (22), Bolsonaro disse que vai zerar impostos federais sobre o diesel caso o Congresso não aprove a PEC (proposta de emenda à Constituição) que o governo articula para tentar reduzir o valor dos combustíveis e da energia elétrica.  

Executivo. Por falar em normas, Bolsonaro editou decreto nesta 4ª feira (26) que cria um Escritório de Representação do Ministério da Economia em Washington, nos Estados Unidos, para consolidar a imagem do país como um ambiente seguro para se fazer negócios. A equipe que irá compor o escritório terá a missão de divulgar as reformas econômicas implementadas no Brasil.

Mais. Por MP (medida provisória), Bolsonaro autorizou o Brasil a suspender concessões a membros da OMC (Organização Mundial do Comércio) em casos de descumprimento de acordos da organização. A motivação da norma é a paralisia do Órgão de Apelação da OMC desde dezembro de 2020, em razão da impossibilidade de nomeação de novos integrantes.

Eleição. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou participação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em seu governo, caso seja eleito. “Tem gente nova”, disse. Lula também declarou que o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) ser seu vice será “bom para o Brasil”. “Minha aliança com o Alckmin vai ser boa para mim, para o Alckmin e para o Brasil e, sobretudo, para o povo brasileiro.”

Pandemia: 

Os registros de casos confirmados de covid-19 e mortes pela doença continuaram a subir nesta 4ª feira (26), de acordo com o Ministério da Saúde. Houve mais 224.567 novos casos em apenas 24 horas. Os óbitos foram 570.  

O Ministério da Saúde também informou que antecipou a entrega de mais 1,8 milhão de doses pediátricas da Pfizer, previstas para o próximo mês. Agora, as doses desembarcarão no Brasil na 2ª feira (31). 

Outra informação: mais de 350 milhões de doses já foram aplicadas na população brasileira. Quase 40 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço. e quase 85% da população acima de 12 anos já tomou duas doses ou dose única. Isso equivale a 150 milhões de pessoas.  

Economia:

Depois de chegar a subir 2,26%, aos 112.694 pontos, o Ibovespa reduziu ganhos no pregão desta 4ª feira (26) e fechou em alta de 0,98%, aos 111.289 pontos. A Bolsa brasileira descolou dos índices em Nova York, que tiveram mais uma sessão de perdas.

O Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc) do Fed (Federal Reserve) manteve por unanimidade a taxa básica de juros do país próxima de zero, como o mercado já esperava. No entanto, indicou que pode aumentar a taxa em breve. A expectativa é de que o aumento ocorra em março. 

O mercado perdeu fôlego nesta 4ª feira durante a fala do presidente do Fed, Jerome Powell. Ele deixou de dar esclarecimentos que eram esperados sobre o ritmo da elevação da taxa de juros norte-americana. 

Powell disse que as pressões inflacionárias estão incertas e que pode haver vários cenários construídos ao longo do ano sobre o aumento da taxa de juros. Ele falou de riscos relacionados à variante ômicron e à cadeia de produção. 

Depois das falas, o dólar, que vinha em mais uma sessão de baixa, inverteu sinal: fechou em ligeira alta de 0,11%, a R$ 5,440 na compra e R$ 5,441 na venda.

Em Nova York, as Bolsas, que chegaram a um pico de alta após a decisão do Fed, minguaram enquanto Powell falava na coletiva e não conseguiram se manter em terreno positivo.

O Dow Jones fechou em queda de 0,38%, a 34.166 pontos; o S&P 500 caiu 0,15%, a 4.349 pontos; e a Nasdaq, que chegou a subir mais de 3% no dia, fechou em ligeira alta de 0,02%, a 13.542 pontos.

Campanha de apoio do Correio Sabiá: Vacina contra a desinformação

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