#853: PIB cresce 1,2% no 2º tri de 2022, acima do esperado

#853: PIB cresce 1,2% no 2º tri de 2022, acima do esperado

#853: PIB cresce 1,2% no 2º tri de 2022, acima do esperado pelo mercado

Expectativa era de 0,9% de crescimento em relação ao trimestre anterior
Sabiá: Economia cresceu 1,2% no 2º trimestre de 2022 / Foto: Mathieu Stern/Unsplash
Sabiá: Economia cresceu 1,2% no 2º trimestre de 2022 / Foto: Mathieu Stern/Unsplash
Do editor: Enviamos a curadoria de notícias de manhã, mas um pouco depois do horário costumeiro, porque precisamos atualizar as informações para que você pudesse começar o dia mais bem informado

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • PIB cresce 1,2% no 2º trimestre de 2022, em relação ao 1º trimestre do ano; crescimento supera expectativas do mercado, que acreditava em alta de 0,9%;
  • Petrobras anuncia nova redução no valor da gasolina, desta vez o valor cai de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro nas refinarias;
  • Governo envia Orçamento de 2023 com Auxílio Brasil de R$ 400, e não de R$ 600 como prometido em campanha; em mensagem, no entanto, governo se compromete a tentar tornar valor de R$ 600 permanente;
  • Proposta de Orçamento tem salário mínimo de 2023 esperado em R$ 1.302, sendo o 4º ano consecutivo sem aumento acima da inflação

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Agora, pegue o seu café e vamos à curadoria das notícias essenciais:

PIB cresce 1,2 no 2º trimestre de 2022, acima da expectativa do mercado

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira (1º) o PIB (Produto Interno Bruto) do país do 2º trimestre deste ano, apontando crescimento de 1,2% na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2021, o PIB cresceu 3,2%. No ano, o PIB acumula alta de 2,5%.

O resultado do PIB deste ano foi o 4º resultado positivo seguido acima das expectativas, porque a projeção geral dos agentes do mercado era de uma alta de 0,9% na comparação com o trimestre anterior.

Petrobras anuncia mais uma redução no valor da gasolina

A Petrobras anunciou uma nova redução no valor da gasolina, desta vez fazendo o valor cair de R$ 3,53 para R$ 3,28 por litro nas refinarias (-7,08%). A medida começa a valer a partir desta sexta-feira (2.set).

Lembrando: a gasolina foi uma das principais responsáveis pela deflação (entenda o que é e quais os seus efeitos neste artigo) verificada em julho, quando os preços no Brasil caíram em média -0,68%, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Da mesma forma, houve queda geral dos preços na 1ª metade de agosto, conforme verificou o IPCA-15, considerado a prévia da inflação. Mostramos o resultado do IPCA-15 referente à 1ª metade de agosto na edição #848 da curadoria de notícias do Correio Sabiá. Houve um recorde da série histórica: a maior deflação de todas, de -0,73%.

Observação: embora haja queda geral dos preços, isso não quer dizer que todos os preços caíram no país. O que ocorre é que a queda de determinados produtos é tão intensa que compensa eventuais aumentos de outros produtos. No final, numa conta ponderada que leva em consideração os itens em diferentes regiões do país, chegou-se ao resultado aferido pelo IPCA: deflação, que nada mais é do que o contrário da inflação.

Sucessivas reduções nos preços dos combustíveis pela Petrobras

Mostramos na curadoria de notícias #802 a última alta do preço da gasolina às distribuidoras praticada pela Petrobras, dia 17 de junho de 2022, que elevou o valor do item em 5,18%, de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro.

No dia 19 de julho, conforme mostramos na curadoria de notícias #824, a Petrobras anunciou a 1ª redução no valor da gasolina neste ano, de R$ 4,06 para R$ 3,86.

Até então, a gasolina não tinha sofrido nenhuma redução. Pelo contrário. O item acumulava 3 altas em 2022, sendo uma em janeiro, outra em março e mais uma em junho. Dessa forma, o preço tinha subido aproximadamente 28%. 

  • janeiro: de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro (+4,85%);
  • março: de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro (+18,77%);
  • junho: de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (+5,18%).

Em seguida, dia 28 de julho, a Petrobras voltou a reduzir o valor da gasolina, como mostramos na curadoria de notícias #831. Assim, o valor caiu de R$ 3,86 para R$ 3,71 (-3,88%). A curadoria de notícias #838 mostrou o efeito dessas reduções: deflação.

As reduções continuaram. Na curadoria de notícias #842, dia 16 de agosto, mostramos a 3ª redução no valor da gasolina, de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, queda de -4,85%.

Desta vez, portanto, trata-se da 4ª redução consecutiva no preço do litro da gasolina às distribuidoras. O valor cai de R$ 3,53 para R$ 3,28 (queda de -7,08%, como mostramos acima).

Governo envia Orçamento de 2023 ao Congresso

O governo federal enviou nesta quarta-feira (31) ao Congresso a proposta de Orçamento para 2023, com Auxílio Brasil de R$ 400. O valor é diferente daquele prometido (R$ 600) pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral.

Na mensagem que governo enviou ao Orçamento, no entanto, Bolsonaro sinalizou que vai se esforçar para manter o Auxílio de R$ 600 se for eleito. 

  • Eis a íntegra do comunicado do governo disponibilizado à imprensa, recebido pelo Correio Sabiá.
Do editor: Sempre que possível disponibilizamos íntegras de documentos oficiais por questões de transparência e para que você possa se aprofundar em assuntos do seu interesse, se assim desejar.

Além disso, o Congresso Nacional pode alterar o texto proposto. Quem envia a proposta é o governo federal, mas quem aprecia o texto são os deputados federais e senadores. Por enquanto, a expectativa definida para 2023 é gastar um total de R$ 105,7 bilhões para pagar um Auxílio Brasil de R$ 400 para 21,6 milhões de famílias.

Entrando mais a fundo nessa questão do Auxílio Brasil, o que está previsto em lei atualmente é que o pagamento de R$ 600 funcionará só até o fim deste ano. Depois, a lei fala que o benefício retorna ao piso anterior, de R$ 400.

O valor de R$ 600 foi definido pela PEC (proposta de emenda à Constituição) das Bondades, que estabeleceu estado de emergência até o fim de 2022 e que nós tanto explicamos aqui no Correio Sabiá.

O desafio de quem for eleito, portanto, será achar espaço no Orçamento para poder ampliar o Auxílio Brasil de R$ 600 e torná-lo um programa permanentemente nesse valor. Isso porque uma parte considerável do Orçamento de 2023 já está toda comprometida com pagamento de despesas obrigatórias. Mais especificamente, 93,7% dos recursos já estão comprometidos. Sobra pouquíssimo para definir novas formas de gastar.

Outro problema: o texto enviado pelo governo com previsão de Orçamento para 2023 não tem, por exemplo, a promessa de correção da tabela de Imposto de Renda, com a inclusão de mais pessoas entre as possíveis isentas.

Essa possibilidade consta tanto no plano de governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), caso seja reeleito, quanto no plano do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já o salário mínimo previsto para 2023 é de R$ 1.302, conforme o Orçamento enviado pelo governo, mais uma vez sem a chamada valorização real, que é quando o salário mínimo sobe acima da inflação.

Isso quer dizer que a expectativa de salário mínimo atual serve apenas para recompor a perda do poder de compra pela inflação. Pelo 4º ano consecutivo tende a ser assim. Vale lembrar, no entanto, que esse valor se trata de uma projeção para o ano que vem e pode ser alterado.

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