#850: Como foi o debate presidencial na Band

#850: Como foi o debate presidencial na Band

#850: Como foi o debate presidencial na Band

Saiba os highlights das trocas de farpas entre os candidatos à Presidência durante o evento
Sabiá: Felipe D'Avila, Lula, Simone Tebet, Jair Bolsonaro, Soraya Thronicks e Ciro Gomes participam do debate presidencial da Band nas eleições 2022 / Foto: Divulgação/Simone Tebet
Sabiá: Felipe D’Avila, Lula, Simone Tebet, Jair Bolsonaro, Soraya Thronicks e Ciro Gomes participam do debate presidencial da Band nas eleições 2022 / Foto: Divulgação/Simone Tebet

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Candidatos à Presidência participam do 1º debate desta eleição, organizado por um ‘pool’ de veículos;
  • Nos bastidores, André Janones e Ricardo Salles batem-boca e precisam ser contidos para não brigar;
  • Simone Tebet é entrevistada pelo Jornal Nacional na sexta-feira, em horário mais tardio que os demais candidatos por causa do início do programa eleitoral gratuito

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Saiba como foi o debate presidencial na Band

Os candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas eleitorais participaram na noite deste domingo (28) do debate organizado por um “pool” de veículos, sendo eles o Grupo Bandeirantes, Folha de S.Paulo, UOL e TV Cultura. 

O debate teve trocas de acusações entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram eles, também, os principais alvos dos outros candidatos, por serem os líderes das pesquisas.

No caso de Bolsonaro, houve contestações sobre sua atuação no combate à pandemia, na economia e no Meio Ambiente. Já o ex-presidente Lula foi bastante perguntado sobre corrupção. Eis os outros candidatos participantes:

  • Ciro Gomes (PDT)
  • Simone Tebet (MDB)
  • Felipe D’Avila (Novo)
  • Soraya Thronicke (União Brasil)

Para que você saiba todos os detalhes do debate, o ideal é vê-lo. Numa curadoria de notícias, como esta, é impossível falar absolutamente tudo de um evento com tantos pontos de vista diferentes e com longa duração.

No entanto, antes de avançarmos, vamos listar algumas confusões e trocas de farpas do evento que talvez você já tenha visto no noticiário ou, se não viu, possivelmente verá (afinal, nosso objetivo é manté-lo/a bem informado/a):

  1. Nos bastidores, houve um forte bate-boca entre o deputado federal André Janones (Avante-MG), que desistiu da sua candidatura à Presidência para apoiar Lula no 1ª turno, e o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que é bolsonarista. Eles quase se bateram de fato. 
  2. Bolsonaro criticou a jornalista Vera Magalhães, que formulou uma pergunta para o candidato Ciro Gomes sobre vacinação e mortes que, segundo ela, poderiam ter sido evitadas. Quando Bolsonaro foi comentar essa questão, disse que achava que Vera dormia pensando nele. Depois, falou que a jornalista tinha alguma paixão por ele e que não podia tomar partido num debate como esse. Por fim, Bolsonaro falou que Vera “é uma vergonha para o Jornalismo brasileiro”.

“Eu acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão por mim. Você não pode tomar partido num debate como esse. Fazer acusações mentirosas ao meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro”, disse o presidente. 

Simone Tebet, Lula e Jair Bolsonaro participa do debate presidencial das eleições 2022.
Simone Tebet, Lula e Jair Bolsonaro participa do debate presidencial das eleições 2022 / Foto: Divulgação/Simone Tebet

Highlights do debate na Band

Ainda é relevante que você saiba algumas declarações que os candidatos deram uns aos outros:

  1. O presidente Jair Bolsonaro falou bastante de corrupção na Petrobras, em ataques a Lula, a quem chamou pelo menos duas vezes de “ex-presidiário”. 
  2. Já o Lula afirmou para o Bolsonaro que, “num decreto só, vou apagar todo o seu sigilo”, em referência aos sigilos de 100 anos impostos por Bolsonaro a informações públicas, como as visitas feitas no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
  3. A candidata Soraya Thronicke criticou o ataque de Bolsonaro à jornalista Vera Magalhães e disse que há homens que são “tchutchuca” para falar com outros homens, mas “tigrão” para atacar as mulheres.
  4. Soraya também criticou as gestões petistas e falou que não houve mudança no Brasil. Lula rebateu: “Você pode não ter visto mudança no Brasil, mas sua emprega viu, seu motorista viu”, disse.
  5. Lula, aliás, tentou atrair no meio do debate o candidato Ciro Gomes e o PDT, que são do campo progressista, para a sua campanha. Ciro não apenas recusou o gesto de aproximação como deu um chega para lá em Lula, falando de corrupção. O ex-presidente, então, rebateu dizendo que esperava que, neste ano, Ciro não deixasse o país para ir à França durante o 2º turno, recusando-se a votar no então candidato petista Fernando Haddad ou no Bolsonaro. Quando Lula disse que não foi a Paris, Ciro respondeu que Lula estava preso. 
  6. Num outro momento, Ciro também atacou Bolsonaro e disse que o atual presidente “corrompeu todas as suas ex-esposas, todos os seus filhos.”

Tebet é entrevista no Jornal Nacional, da TV Globo

Candidata à Presidência em 4º lugar nas principais pesquisas eleitorais, com 2% das intenções de voto, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ainda foi a entrevistada do Jornal Nacional, da TV Globo, na última sexta-feira (26).

A entrevista começou num horário posterior àquele das entrevistas de Bolsonaro, Ciro e Lula. Isso porqu todos esses candidatos à Presidência tiveram a sabatina iniciada às 20h30. Tebet, no entanto, por causa do início do horário eleitoral gratuito na sexta-feira, teve a sua entrevista iniciada às 20h55.

Menos conhecida do eleitor, com a entrevista realizada numa sexta e num horário mais tardio que os demais, Tebet teve também a menor audiência do Jornal Nacional entre os candidatos à Presidência.

Por outro lado, teve que enfrentar menos assuntos espinhosos, já que Bolsonaro foi muito questionado sobre a condução de seu governo durante a pandemia, entre outros assuntos; Ciro foi perguntado sobre a dificuldade de conseguir apoio político; e Lula foi questionado sobre corrupção. 

Nesse sentido, o caminho de Tebet foi mais tranquilo que os demais. Teve espaço para falar de propostas sobre educação e erradicação da pobreza, por exemplo.

Petrobras reduz em 10,4% o valor do querosene de aviação

A Petrobras anunciou na sexta-feira (26) a redução do querosene de aviação em 10,4%. É a 2ª redução seguida no valor do combustível em agosto, porque, no início do mês, a estatal já tinha reduzido o preço em 2,6%.

Aqui cabe lembrar que a redução dos combustíveis tem provocado uma forte redução nos preços no Brasil. Foi a redução da gasolina, principalmente, que fez o Brasil ter deflação em julho. 

Em seguida, a prévia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto, chamado IPCA-15, mostrou um outro recorde da série histórica, com queda de 0,73% no valor geral dos preços no país.

No entanto, especificamente o valor das passagens aéreas teve forte alta nos últimos meses. Foi justamente o valor das passagens aéreas o item responsável por mais impactar a alta dos preços para as famílias de faixa de renda mais alta nesses últimos meses.  

Levantamento da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) mostrou que o combustível dos aviões já acumulava alta de 64,3% só em 2022.

Moraes autoriza governo a fazer propaganda pelo bicentenário da Independência

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, mudou uma decisão dele mesmo na última sexta-feira (26) e autorizou que o governo federal faça publicidade pelos 200 aos da Independência do Brasil, mas ressalvas, para não desrespeitar a legislação eleitoral.

Inicialmente, Moraes viu viés político e vetou a propaganda do governo federal sobre o bicentenário da Independência, a ser comemorado no 7 de Setembro. 

Aliás, falando no Moraes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticá-lo na sexta-feira. Desta vez, o motivo da crítica foi a operação da PF (Polícia Federal) realizada na última semana, que mirou 8 empresários bolsonaristas que declararam no WhatsApp que não respeitariam um eventual resultado adverso a Bolsonaro nas eleições. 

Quem autorizou essa operação da PF foi Moraes, e Bolsonaro disse que o ministro interfere no órgão “buscando atingir seus objetivos”, mas palavras do próprio presidente. 

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