#806: Após 1 dia preso, ex-ministro Milton Ribeiro é solto

#806: Após 1 dia preso, ex-ministro Milton Ribeiro é solto

Curadoria de notícias #806 do Sabiá (24.jun): Após 1 dia preso, ex-ministro Milton Ribeiro é solto

Instalação de CPI do MEC ganha força no Congresso; requerimento deve ser apresentado semana que vem
Sabiá: 09.jun.2021 - Milton Ribeiro no Culto Interdenominacional das Igrejas de Anápolis / Foto: Alan Santos/PR
09.jun.2021 – Milton Ribeiro no Culto Interdenominacional das Igrejas de Anápolis / Foto: Alan Santos/PR

Neste resumo você encontrará alguns desses tópicos:

  • Após 1 dia detido, ex-ministro Milton Ribeiro é solto;
  • Instalação de CPI para apurar supostas irregularidades no MEC ganha força no Congresso; requerimento deve ser apresentado na próxima terça-feira (28);
  • De olho na chegada da eleição, governo federal desiste de ressarcimento aos estados por zerar ICMS para ampliar Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600

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Após 1 dia na prisão, ex-ministro Milton Ribeiro é solto

Durou 1 dia. O ex-ministro Milton Ribeiro (Educação) foi solto na tarde desta quinta-feira (23), depois de passar uma noite na carceragem da PF (Polícia Federal) em São Paulo.

Milton Ribeiro foi solto por volta das 15h, depois de o desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), anular a prisão preventiva determinada pelo juiz federal Ricardo Borelli, da 15ª Vara da Justiça Federal de Brasília.

Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que “exagerou” quando disse que colocaria “a cara no fogo” pelo antigo auxiliar.

“Coisa rara de eu falar aqui: eu boto a minha cara no fogo pelo Milton [Ribeiro, então ministro da Educação”, disse o presidente Jair Bolsonaro numa transmissão ao vivo nas redes sociais no dia 24 de março de 2022. Assista ao vídeo em nosso TikTok.

Quase 3 meses depois, o pastor Milton Ribeiro, agora ex-ministro, foi preso na manhã desta quarta-feira (22) pela PF (Polícia Federal).

A prisão de Milton Ribeiro ocorreu por causa do escândalo sobre a suposta influência de pastores no direcionamento de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Ele foi gravado numa conversa com prefeitos, que acabou vindo a público, dizendo que repassava verba a municípios indicados por 2 pastores a pedido de Bolsonaro. 

Na gravação, Ribeiro disse que “a prioridade” era atender aos municípios que mais precisavam e, em segundo, atender “a todos que são amigos do pastor Gilmar”. 

Milton Ribeiro, agora ex-ministro da Educação, é pastor. Bolsonaro, o presidente, tem nos evangélicos uma de suas principais bases de apoio. E Gilmar, o pastor mencionado no áudio, não tem cargo no governo, mas é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus do Brasil. 

Depois dessa gravação vir a público, vários prefeitos disseram que o pastor Gilmar, que é Gilmar Santos, e o pastor Arilton, que é Arilton de Moura, cobravam propina para agilizar junto ao MEC (Ministério da Educação) a liberação do dinheiro público. Ou seja, faziam um lobby. 

Essa propina chegou a ser cobrada até em ouro, de acordo com um dos mandatários municipais que denunciaram a dupla. Aliás, os 2 pastores agora também foram presos, assim como Helder Bartolomeu, ex-assessor da Prefeitura de Goiânia, e Luciano Freitas Musse, ex-assessor de Milton Ribeiro no MEC.

Ou seja, um total de 5 presos, que foram os seguintes:

  • Milton Ribeiro, pastor e ex-ministro da Educação
  • Gilmar Santos, pastor que supostamente fazia lobby junto ao MEC
  • Arilton de Moura, outro pastor que supostamente fazia lobby no MEC
  • Helder Bartolomeu, ex-assessor da Prefeitura de Goiânia
  • Luciano Freitas Musse, ex-assessor de Milton Ribeiro no MEC

Instalação de CPI do MEC ganha força no Congresso

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) prometeu apresentar o requerimento de instalação da CPI do MEC na próxima terça-feira (28).

O documento já conta com as 27 assinaturas necessárias, mas o congressista declarou que pretende recolher 30 assinaturas para fazer a apresentação. 

Governo federal pretende ampliar Auxílio Brasil no lugar de ressarcir estados por ICMS

O governo federal tende a desistir da ideia de ressarcir estados pelo ICMS dos combustíveis para, com esse dinheiro, ampliar o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. 

O motivo é que a ampliação do Auxílio Brasil tende a ser uma injeção direta na população, enquanto os efeitos de zerar o ICMS demorariam mais a ser percebidos e, quando fossem, ainda seria um capital diluído entre os estados.

Com a chegada da eleição num momento de aumento da inflação, principalmente dos combustíveis, sem reajuste do funcionalismo público e ainda com prisão de um ex-ministro próximo de Bolsonaro, o quadro eleitoral tem se deteriorado para o presidente, como demonstram as pesquisas mais recentes. 

Em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (23), Bolsonaro sancionou o projeto que limitava o ICMS de combustíveis, energia elétrica, transportes públicos e comunicações a um teto de 17%.

No entanto, vetou justamente por causa da ampliação de benefícios sociais o trecho que falava do ressarcimento pela União aos estados. O Congresso ainda terá que analisar o veto presidencial e poderá derrubá-lo.

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