Trump e ministro do Irã dizem que Estreito de Ormuz está totalmente aberto
Valor do petróleo despencou com a reabertura do estreito, onde passa 20% do petróleo exportado no mundo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declararam nesta sexta-feira (17.abr.2026) que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto a navios comerciais.
Araghchi afirmou que Ormuz está "completamente aberto". Trump disse que o estreito está "pronto para a passagem total". O presidente norte-americano fez uma série de publicações nas redes sociais em comemoração à reabertura.
No entanto, Trump acrescentou que o bloqueio naval dos EUA contra navios e portos iranianos "permanecerá em pleno vigor" até que haja um acordo com o Irã para encerrar a guerra.
Não está suficientemente claro se a reabertura vai durar por muito tempo. Tampouco está claro se a reabertura ocorre por causa da trégua entre EUA e Irã (válida até a próxima quarta-feira) ou entre Israel e Líbano (válida por 10 dias, contados a partir desta sexta).
Os preços do petróleo caíram 10% após o Irã declarar a abertura do estreito, permitindo que petroleiros retomem os embarques do Golfo Pérsico. Cerca de 20% do petróleo exportado no mundo passa por Ormuz.
Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano começou à 00h desta sexta-feira (17), após mais de 1 mês de conflito entre Israel e o grupo paramilitar libanês Hezbollah.
O Hezbollah não fez parte, formalmente, do acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel. E o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel “ainda não terminou” com o Hezbollah, deixando a possibilidade de novos ataques em aberto. Já o grupo militante disse que sua resposta dependerá do desenrolar dos acontecimentos.
Mesmo diante de uma frágil calma, dezenas de milhares de famílias libanesas deslocadas pelos ataques recentes retornaram para casa, com veículos carregados de colchões e pertences recuperados formando filas de quilômetros em uma rota que leva ao sul do Líbano.
A guerra deslocou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano. Os combates mataram pelo menos 3.000 pessoas no Irã, mais de 2.100 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dúzia em países árabes do Golfo. Treze militares norte-americanos também foram mortos.
Apesar do cessar-fogo, ataque de drone israelense no Líbano mata uma pessoa
Um ataque israelense na área de Kounine atingiu um carro e uma motocicleta, matando uma pessoa e ferindo 3, incluindo 1 cidadão sírio, informou o Ministério da Saúde do Líbano nesta sexta-feira. Foi o 1º ataque aéreo e a 1ª morte relatada desde que uma trégua de 10 dias entre Israel e o grupo militante libanês Hezbollah entrou em vigor durante a noite.
O exército libanês e as forças de paz da ONU no sul do Líbano relataram bombardeios de artilharia esporádicos em algumas partes do sul nas horas seguintes à entrada em vigor do cessar-fogo.
O exército israelense não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Israel mantém o direito de atacar o Líbano em resposta a "ameaças percebidas", apesar do cessar-fogo. No entanto, ataques "ofensivos" foram proibidos pelos EUA. Não houve resposta imediata do Hezbollah.
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Agência de notícias global e independente, baseada nos EUA. Fundada em maio de 1846.
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