Trump anuncia tarifas contra 8 países europeus, em pressão para tomar a Groenlândia
Enquanto isso, Europa fecha acordo comercial com o Mercosul e Lula critica ações norte-americanas na Venezuela, em artigo de opinião publicado no NYTimes
Agenda
Esta semana começa com o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, a ser realizado de 19 a 23 de janeiro de 2026 num contexto de pressão geopolítica pelas novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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O destaque

Trump anunciou, no sábado (17.jan), taxas adicionais de 10% para todos os bens importados da França, Alemanha, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia, Países Baixos e Dinamarca. As tarifas entram em vigor a partir de 1º de fevereiro.
Os 8 países enviaram soldados à Groenlândia na última semana, diante das ameaças crescentes do presidente norte-americano de possuir a ilha ártica, seja por uso da força (militar) ou poder financeiro.


Mercosul-União Europeia
Num outro movimento que também reforça a posição da Europa diante do contexto de incertezas globais pelas taxas dos Estados Unidos, houve neste sábado (17) o fechamento do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
O encontro que chancelou o acordo ocorreu em Assunção, no Paraguai, país que ocupa neste momento a presidência rotativa do Mercosul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) para representar o Brasil.

Na véspera, sexta-feira (16), Lula recebeu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro. Nesta ocasião, sem outros líderes, capitalizou politicamente pelo fechamento do acordo. O Correio Sabiá participou presencialmente da cobertura.


No Paraguai, Brasil foi representado por seu chanceler, Mauro Vieira, em destaque central na 2ª foto / Imagens: AP/Jorge Saenz
Lula escreve no New York Times e no El País
Em artigo de opinião publicado no sábado (17) no New York Times, Lula defendeu que o hemisfério ocidental pertence a todos. O texto não cita Trump diretamente, mas critica as ações norte-americanas na Venezuela.
"Os ataques dos EUA em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro representam mais um capítulo lamentável na contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial", escreveu.

Num outro texto publicado na véspera, sexta-feira (16), Lula defendeu o acordo firmado entre Mercosul e União Europeia, o qual reforça, segundo ele, o papel e a importância do multilateralismo. É outra crítica às ações norte-americanas.

Portugal terá 2º turno da eleição presidencial

Portugal terá 2º turno presidencial, marcado para 8 de fevereiro de 2026. O vencedor substituirá o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que já cumpriu o limite de 2 mandatos de 5 anos. O resultado do 1º turno, com 98% das urnas apuradas, foi:
- António José Seguro, candidato socialista de centro‑esquerda, com quase 31% dos votos; e
- André Ventura, líder de extrema direita do Chega (Basta), partido que fundou há menos de 7 anos, com 24% dos votos.
O desempenho de Ventura é mais um marco na guinada da Europa à extrema direita, com partidos populistas assumindo ou se aproximando dos centros de poder nos últimos anos. O mesmo vem ocorrendo em países como França, Alemanha, Itália e na vizinha Espanha.
A arrancada do Chega no apoio popular transformou o partido na segunda maior força no Parlamento português no ano passado, apenas 6 anos após sua criação.
Outros 9 candidatos concorreram em um campo recorde na eleição presidencial, mas nenhum chegou perto dos mais de 50% necessários para uma vitória em 1º turno.

Oriente Médio

Enquanto o Irã voltava a uma calma tensa após uma onda de protestos reprimida com violência, um influente clérigo linha-dura pedia nesta sexta-feira (16.jan.2026) a aplicação da pena de morte a manifestantes detidos, com críticas aos Estados Unidos e a Israel.

A agência Human Rights Activists News Agency, sediada nos Estados Unidos, fixou na sexta-feira (16) o número de mortos em 3.090. A quantidade é maior do que qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irã em décadas e remete à Revolução de 1979, quando os aiatolás chegaram ao poder.

Já em Gaza, ao menos 13 países afirmam que os Estados Unidos os convidaram a integrar o Conselho da Paz do presidente norte-americano Donald Trump, um novo órgão de líderes mundiais criado para supervisionar os próximos passos no território. Dois desses países, Hungria e Vietnã, disseram que aceitaram. Para garantir um assento permanente, o valor seria de US$ 1 bilhão.
Em cartas enviadas na sexta-feira (16) a líderes mundiais, convidando-os a se tornarem “membros fundadores”, Trump afirmou que o Conselho de Paz “lançará uma nova e ousada abordagem para a resolução de conflitos globais”. O novo órgão demonstra ambições de ampliar sua participação nos assuntos mundiais.
O órgão pode se tornar um potencial rival do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), a mais relevante estrutura multilateral, criada após a Segunda Guerra Mundial.

Autor
Primeira organização de notícias do Brasil criada no WhatsApp, em 2018, para combater a desinformação.







