Por que os EUA querem o petróleo da Venezuela?
Detentora da maior reserva de petróleo do mundo, Venezuela tem apenas 1% da produção mundial
O essencial
A indústria do petróleo da Venezuela tem estado no centro das atenções desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou força militar para capturar o líder do país, o presidente Nicolás Maduro.
Nos dias seguintes, Trump afirmou que os Estados Unidos administrariam a Venezuela e explorariam suas reservas de petróleo. Ele acusou a Venezuela de roubar o petróleo norte-americano, numa referência à decisão do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, décadas atrás, de nacionalizar centenas de ativos de empresas estrangeiras, incluindo companhias petrolíferas dos EUA.
Trump sugeriu um plano para que essas empresas dos EUA retornassem ao mercado venezuelano e reconstruíssem a indústria petrolífera do país. Mais tarde, anunciou que a Venezuela forneceria entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, e a estatal venezuelana PDVSA disse estar em negociações com o governo norte-americano para a venda de petróleo bruto.
O governo norte-americano também removeu “seletivamente” sanções para permitir o transporte e a venda de petróleo venezuelano para mercados internacionais, afirmando que os lucros seriam depositados em contas controladas pelos EUA e distribuídos entre as populações norte-americana e venezuelana, segundo o Departamento de Energia.
Essas medidas podem fazer parte de uma estratégia de longo prazo para estabelecer influência em um país com vastas reservas de petróleo.
Interesse nas vastas reservas da Venezuela
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e alguns analistas de energia preveem que, nos próximos anos, a produção global não será suficiente para atender à demanda.
Diferentemente de outras partes do mundo, onde geólogos ainda procuram novas reservas, as venezuelanas já são amplamente conhecidas e mapeadas. Mas, devido à infraestrutura deteriorada, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo global.
“Venezuela tem reservas enormes. Se você perguntar a qualquer empresa petrolífera onde estará o petróleo nas décadas de 2030 e 2040, a resposta será preocupante: ‘Não sabemos.’ Então, haverá um problema de oferta nos próximos anos", disse Claudio Galimberti, diretor global de análise de mercado e economista-chefe da Rystad Energy.
No curto prazo, a oferta global de petróleo ainda excede a demanda, portanto, o aumento da produção venezuelana não é urgentemente necessário. Mas a Agência Internacional de Energia estima que, sob as políticas atuais, seriam necessários cerca de 25 milhões de barris adicionais por dia de novos projetos até 2035 para manter o equilíbrio do mercado.
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