Não se esqueça de Gaza
Ruínas deixadas por bombardeio israelense desabam, caem sobre tendas e causam 4 mortes
O destaque

Após mais de 2 anos de bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, o território (que é um dos mais populosos do mundo, com mais de 2 milhões de pessoas num pequeno pedaço de terra) foi reduzido a escombros. E, nesta noite, ao menos 4 pessoas morreram depois que ventos fortes derrubaram ruínas, que por sua vez caíram sobre acampamentos de tendas, conforme informaram autoridades hospitalares nesta terça-feira (13.jan.2026).
"Deixamos para trás casas e prédios com portas que se abriam e fechavam. Agora vivemos numa tenda. Nem as ovelhas vivem como nós", disse Mohamed al-Sawalha, homem de 72 anos do campo de refugiados de Jabaliya, no norte.

Bebês morrem de hipotermia

Um cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro. No entanto, os ataques e as mortes continuam. O Ministério da Saúde em Gaza informou que 442 pessoas foram mortas por disparos israelenses e tiveram seus corpos levados a hospitais desde que o cessar-fogo entrou em vigor há pouco mais de 3 meses.
Além disso, grupos de ajuda afirmam que os gazenses em geral não dispõem de condições mínimas de estrutura digna, como abrigo para enfrentar as frequentes tempestades de inverno. Até segunda-feira (12), ao menos 6 crianças –algumas delas eram bebês com apenas 7 dias– morreram de hipotermia desde o início do inverno.
Este é o 3º inverno desde que a guerra entre Israel e Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram 251 para Gaza.
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Protestos no Irã: mais de 640 mortos

Ainda no Oriente Médio, seguem os protestos no Irã, iniciados há cerca de 2 semanas e com ao menos 646 pessoas mortas. Agora, no entanto, há também grandes manifestações pró-governo no Irã.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que a República Islâmica quer negociar com Washington, após sua ameaça de ataque.

Contexto
Mais de 10.700 pessoas foram detidas nas duas semanas de protestos, segundo a Human Rights Activists News Agency, com sede nos EUA, que tem sido precisa em agitações anteriores e divulgou o novo saldo de mortos no início desta terça-feira (13).

Segundo a agência, 512 mortos eram manifestantes e 134 eram membros das forças de segurança. Ela se baseia em apoiadores no Irã que verificam e cruzam as informações.
Com a internet cortada no Irã e linhas telefônicas bloqueadas, dimensionar as manifestações do exterior ficou mais difícil. A Associated Press não conseguiu avaliar independentemente o saldo de mortos. O governo iraniano não divulgou números gerais de vítimas.
Trump promete novas tarifas: 25% a mais para quem comercializar com o Irã

Trump anunciou nesta segunda-feira (12.jan.2026) que vai impor tarifas comerciais adicionais de 25% a todos os países que fizerem negócios com o Irã.
Trump acredita que as tarifas podem ser uma ferramenta para dobrar amigos e inimigos no cenário global. Brasil, China, Rússia, Turquia e Emirados Árabes Unidos estão entre as economias que negociam com Teerã.
A Casa Branca recusou-se a comentar mais sobre o anúncio das tarifas. O governo brasileiro também não se manifestou oficialmente –ao menos até a última atualização deste conteúdo.
Trump disse no domingo (11) que sua administração está em conversas para marcar uma reunião com Teerã, mas ameaçou "agir" enquanto o número de mortos no Irã aumenta e o governo segue prendendo manifestantes.
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