Não se esqueça de Gaza

Ruínas deixadas por bombardeio israelense desabam, caem sobre tendas e causam 4 mortes

Não se esqueça de Gaza
Palestinos consertam suas tendas após terem sido danificadas por uma tempestade em um campo de deslocados na Cidade de Gaza, terça-feira, 13 de janeiro de 2026 / Imagem: AP/Jehad Alshrafi
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O destaque

Membros da família Hamouda se despediram de parentes que morreram quando um prédio danificado desabou sobre suas tendas durante uma tempestade de vento e chuva, no Hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, na terça-feira, 13 de janeiro de 2026 / Imagem: AP/Jehad Alshrafi

Após mais de 2 anos de bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, o território (que é um dos mais populosos do mundo, com mais de 2 milhões de pessoas num pequeno pedaço de terra) foi reduzido a escombros. E, nesta noite, ao menos 4 pessoas morreram depois que ventos fortes derrubaram ruínas, que por sua vez caíram sobre acampamentos de tendas, conforme informaram autoridades hospitalares nesta terça-feira (13.jan.2026).

"Deixamos para trás casas e prédios com portas que se abriam e fechavam. Agora vivemos numa tenda. Nem as ovelhas vivem como nós", disse Mohamed al-Sawalha, homem de 72 anos do campo de refugiados de Jabaliya, no norte.

Em Gaza, ventos fortes derrubam ruínas em cima de tendas; 4 morrem
‘Nem as ovelhas vivem como nós’, disse um morador de Gaza. ‘Deixamos para trás casas e prédios com portas que se abriam e fechavam’.

Bebês morrem de hipotermia

Pessoas inspecionam o local onde pelo menos quatro palestinos morreram após o desabamento de muros sobre tendas que abrigavam deslocados na Cidade de Gaza, em meio à chuva e ventos fortes, na terça-feira, 13 de janeiro de 2026 / Imagem: AP/Jehad Alshrafi

Um cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro. No entanto, os ataques e as mortes continuam. O Ministério da Saúde em Gaza informou que 442 pessoas foram mortas por disparos israelenses e tiveram seus corpos levados a hospitais desde que o cessar-fogo entrou em vigor há pouco mais de 3 meses.

Além disso, grupos de ajuda afirmam que os gazenses em geral não dispõem de condições mínimas de estrutura digna, como abrigo para enfrentar as frequentes tempestades de inverno. Até segunda-feira (12), ao menos 6 crianças –algumas delas eram bebês com apenas 7 dias– morreram de hipotermia desde o início do inverno.

Este é o 3º inverno desde que a guerra entre Israel e Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram o sul de Israel, mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram 251 para Gaza.

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Protestos no Irã: mais de 640 mortos

Nesta imagem capturada de um vídeo que circula nas redes sociais, mostra manifestantes saindo às ruas apesar da crescente repressão, enquanto a República Islâmica permanece isolada do resto do mundo em Teerã, Irã, sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 / Imagem: UGC via AP

Ainda no Oriente Médio, seguem os protestos no Irã, iniciados há cerca de 2 semanas e com ao menos 646 pessoas mortas. Agora, no entanto, há também grandes manifestações pró-governo no Irã.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que a República Islâmica quer negociar com Washington, após sua ameaça de ataque.

Trump diz que Irã quer negociar; número de mortos em protestos chega a 646
Em duas semanas de protestos, o país teve mais de 10 mil detenções. Agora, cidades também registram grandes atos a favor do governo.

Contexto

Mais de 10.700 pessoas foram detidas nas duas semanas de protestos, segundo a Human Rights Activists News Agency, com sede nos EUA, que tem sido precisa em agitações anteriores e divulgou o novo saldo de mortos no início desta terça-feira (13).

Nesta imagem capturada de um vídeo obtido pela AP fora do Irã, um manifestante mascarado segura uma foto do príncipe herdeiro Reza Pahlavi durante um protesto em Teerã, Irã, na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 / Imagem: UGC via AP

Segundo a agência, 512 mortos eram manifestantes e 134 eram membros das forças de segurança. Ela se baseia em apoiadores no Irã que verificam e cruzam as informações.

Com a internet cortada no Irã e linhas telefônicas bloqueadas, dimensionar as manifestações do exterior ficou mais difícil. A Associated Press não conseguiu avaliar independentemente o saldo de mortos. O governo iraniano não divulgou números gerais de vítimas.

Trump promete novas tarifas: 25% a mais para quem comercializar com o Irã

O presidente Donald Trump fala com repórteres durante um voo no Air Force One rumo à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, no domingo, 11 de janeiro de 2026 / Imagem: AP/Julia Demaree Nikhinson

Trump anunciou nesta segunda-feira (12.jan.2026) que vai impor tarifas comerciais adicionais de 25% a todos os países que fizerem negócios com o Irã.

Trump acredita que as tarifas podem ser uma ferramenta para dobrar amigos e inimigos no cenário global. Brasil, China, Rússia, Turquia e Emirados Árabes Unidos estão entre as economias que negociam com Teerã.

A Casa Branca recusou-se a comentar mais sobre o anúncio das tarifas. O governo brasileiro também não se manifestou oficialmente –ao menos até a última atualização deste conteúdo.

Trump disse no domingo (11) que sua administração está em conversas para marcar uma reunião com Teerã, mas ameaçou "agir" enquanto o número de mortos no Irã aumenta e o governo segue prendendo manifestantes.

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