Guerra na Ucrânia completa 1 ano; relembre os fatos
Conflito com a Rússia começou no dia 24 de fevereiro de 2022
24.fev.2023 – 1 ano de guerra na Ucrânia: Guerra na Ucrânia completa 1 ano. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que os países não envolvidos no conflito devem encaminhar uma negociação para restabelecer a paz. Eis o comunicado do Itamaraty, sede das Relações Exteriores do Brasil, sobre a necessidade de haver uma negociação de paz na Ucrânia.
13.out.2022: “Vladimir Putin está dizendo que não está blefando. Os Estados Unidos e a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar] também não estão blefando e qualquer ataque nuclear contra a Ucrânia vai criar uma resposta, não uma resposta nuclear, mas uma resposta militar tão poderosa que o exército russo vai ser aniquilado”, disse Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia.
8.out.2022: A Ucrânia explodiu a Ponte de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia. A região é considerada território russo pelo governo do presidente Vladimir Putin. Agora, a logística de guerra da Rússia no sul da Ucrânia fica prejudicada. Veja o vídeo abaixo:
7.out.2022: O presidente Vladimir Putin anunciou a anexação das regiões de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. Isso equivale a 15% do território ucraniano.
Os territórios foram submetidos a referendos de separação organizados pelos russos. Em nota, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Antonio Guterres, disse nesta quinta-feira (6.out) que a anexação não seria reconhecida.
Os Estados Unidos e a União Europeia se preparam para uma nova rodada de sanções contra a Rússia.
26.set.2022: O presidente da Rússia, Vladimir Putin, concedeu cidadania russa ao norte-americano Edward Snowden, que é ex-analista da NSA (Agência Nacional de Segurança) e ex-integrante da CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos). Em 2013, ele vazou documentos sigilosos sobre espionagem dos Estados Unidos.
22.set.2022: Algumas regiões ucranianas ocupadas por administrações favoráveis aos russos começaram a realizar referendos de anexação à Rússia. Essas consultas públicas são consideradas uma “farsa” por aliados da Ucrânia e vão durar até o dia 27 de setembro.
21.set.2022: O presidente russo Vladimir Putin declarou que seu país está pronto para usar armas nucleares caso a soberania nacional esteja ameaçada. As armas ainda podem ser usadas para defender territórios conquistados na Ucrânia.
Putin também assinou decreto qu permite a convocação dos cerca de 300 mil reservistas do serviço militar da Rússia.
Por outro lado, no mesmo dia, os 2 países fizeram uma troca de priosioneiros, envolvendo quase 300 pessoas, num acordo que reuniu esforços da Arábia Saudita e da Turquia.
25.ago.2022: Autoridades ucranianas relataram explosões por mísseis russos perto da capital da Ucrânia, Kiev, na manhã desta quinta-feira (25), no horário local.
23.ago.2022: A guerra na Ucrânia completa 6 meses nesta quarta-feira (24), já que teve início no dia 24 de fevereiro.
13.ago.2022: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou que os soldados russos que ocupam a usina nuclear em Zaporizhzhia serão “alvos especiais” do serviço de inteligência da Ucrânia.
08.ago.2022: Ao todo, 10 navios já partiram da Ucrânia com grãos de exportação, desde que o país reabriu seus portos. Esta informação é relevante porque a guerra na Ucrânia afeta o fornecimento de alimentos no mundo, impactando a inflação global.
07.ago.2022: Aumenta o risco de “desastre nuclear” por causa da guerra na Ucrânia, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). A maior usina nuclear da Europa, em Zaporizhzhia, na Ucrânia, está ocupada pelos russos.
30.jul.2022: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, pediu que a população ucraniana deixasse a região de Donetsk, leste do país, onde há grupos separatistas pró-Rússia e onde os conflitos se concentram.
27.jul.2022: A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, concedeu entrevista à revista norte-americana Vogue. O material, no entanto, recebeu críticas nas redes sociais. Isso porque ela posou para fotos artísticas de Annie Leibovitz em meio aos escombros da guerra.
24.jul.2022: Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou em reunião com países integrantes da Liga Árabe que os russos vão ajudar os ucranianos a “se livrarem” do governo da Ucrânia. Foi a 1ª vez em que ficou público que a Rússia tinha intenção de derrubar o governo uraniano.

13.jul.2022: O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chega ao Oriente Médio, num contexto em que a principal potência estrangeira presente na região de forma permanente é a Rússia, a partir do processo de enfraquecimento da posição norte-americana –também fruto do investimento de Putin. Biden disse durante a campanha presidencial na qual foi eleito que não iria se reunir com as lideranças sauditas. A guerra, no entanto, afetou o preço do petróleo no mundo todo.

Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia: resumo da história e da origem do conflito
Veja abaixo um pouco da história dos 2 países e a cronologia do conflito, em ordem decrescente:
24 de fevereiro de 2022: Início da guerra na Ucrânia. Putin anuncia envio de tropas, sob o pretexto de “desnazificar” e “desmilitarizar” o país. Em seguida, países ocidentais anunciam sanções econômicas aos russos.
21 de fevereiro de 2022: O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconhece a independência das regiões de Luhansk e Donetsk, em resposta à Otan.
2022: A Ucrânia avança nas negociações para ingressar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), aliança militar liderada pelos Estados Unidos.
2014: Após protestos, o líder ucraniano Víktor Yanukóvytch é deposto e há ascensão de um governo alinhado ao Ocidente. Por outro lado, na Crimeia, sul da Ucrânia, região com forte presença étnica e linguística russa, houve protestos pró-Rússia. Chamados de homens verdes, os separatistas armados assumiram o controle da Crimeia e pediram anexação à Rússia, que enviou tropas para assegurar o controle da região. A região de Donbass, no leste da Ucrânia, também passa a ser palco de conflitos, com grupos separatistas armados e financiados pela Rússia assumindo o controle de parte das repúblicas de Donetsk e Luhansk.
2013: Após anos de aproximação com o Ocidente, com desejo de parte da população em integrar a União Europeia, ocorrem protestos no país após recuos nas negociações para entrar no bloco.
1994: Memorando de Budapeste. A Ucrânia entrega as antigas ogivas nucleares soviéticas à Rússia para garantir o respeito às suas fronteiras.
1991: Fim da União Soviética. As ex-repúblicas tornam-se Estados independentes. A partir de um referendo, 90% dos ucranianos votaram pela independência.
1954: O líder da União Soviética, Nikita Khrushchov, transfere o controle da península da Crimeia, da Rússia, para a Ucrânia.
1917-1922: Após o fim do Império Russo, a partir da revolução de 1917, há a criação da União Soviética, em 1922, com uma série de repúblicas para subdividir o país. A Ucrânia é uma delas.
Autor
Jornalista e empreendedor. Criador/CEO do Correio Sabiá. Emerging Media Leader (2020) pelo ICFJ. Cobriu a Presidência da República.