EUA capturam Maduro e sua esposa em operação surpresa e planejam processá‑los

Episódio contra o líder da Venezuela marca o ápice de uma escalada de pressão sobre a nação latino-americana, rica em petróleo

EUA capturam Maduro e sua esposa em operação surpresa e planejam processá‑los
Fumaça se eleva do Forte Tiuna, o principal quartel militar de Caracas, na Venezuela, após múltiplas explosões serem ouvidas e aeronaves sobrevoarem a área no sábado, 3.jan.2026 / Imagem: AP/Matias Delacroix
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*Por Regina Garcia Cano, Konstantin Toropin e Eric Tucker, da Associated Press

Os Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e o retiraram do país após uma operação militar realizada na madrugada deste sábado (3.jan.2026), arrancando do cargo um líder em pleno exercício –o ápice de meses de escalada de pressão do governo Trump sobre a nação sul-americana rica em petróleo.

A Venezuela tem cerca de 303 bilhões de barris de petróleo em reservas comprovadas, o que corresponde a aproximadamente 17% de todas as reservas conhecidas do planeta. É a maior do mundo, à frente da Arábia Saudita e do Irã. A produção atual gira em torno de pouco mais de 1,1 milhão de barris por dia, abaixo do pico histórico de cerca de 3,5 milhões de barris por dia no fim dos anos 1990.
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Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em casa numa base militar e levados a bordo do navio de guerra norte-americano USS Iwo Jima. Foram a caminho de Nova York, onde devem enfrentar acusações criminais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste mesmo sábado, em entrevista à Fox News, que seu país deve interferir diretamente na política venezuelana.

“Estaremos muito envolvidos nisso [política venezuelana]. (...) Não podemos correr o risco de deixar outra pessoa entrar [no comando do governo da Venezuela] e simplesmente assumir o que ele [Maduro] deixou para trás”, disse Trump.

O ataque remete à invasão norte‑americana do Panamá em 1990, que levou à captura e rendição do então líder Manuel Antonio Noriega.

O governo dos EUA não reconhece Maduro como presidente legítimo. O líder venezuelano apareceu pela última vez na televisão estatal na sexta-feira (2.jan), na transmissão de uma reunião com uma delegação de autoridades chinesas em Caracas, capital da Venezuela.

Maduro e outros funcionários venezuelanos foram indiciados em 2020 por acusações de conspiração de “narcoterrorismo”, mas o Departamento de Justiça dos EUA divulgou neste sábado uma nova acusação contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores, atribuindo-lhes participação em uma conspiração de narcoterrorismo.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, prometeu num post nas redes sociais que o casal “em breve enfrentará toda a fúria da Justiça americana, em solo americano e em tribunais americanos”.

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O texto a seguir é uma reprodução integral do conteúdo da Associated Press, a partir da licença de parceria obtida pelo Correio Sabiá. A reportagem está sob atualização.

Ataque na madrugada

Na manhã de sábado, múltiplas explosões ecoaram e aeronaves voaram em baixa altitude sobre a capital venezuelana. O governo de Maduro acusou os Estados Unidos de atacarem instalações civis e militares, classificando a ação como um “ataque imperialista” e conclamando os cidadãos a irem às ruas.

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